O Brasil, com a eleição de Luís Inácio Lula da Silva
esperava uma ruptura do Partido dos Trabalhadores (PT), com tudo aquilo que
representasse o passado. Mas quão grande não foi a surpresa do povo brasileiro,
com a chegada desse partido ao poder, que em vez de radicalizar nas suas posições,
muito pelo contrário, resolveu adotar (manter) a política econômica e os programas
sociais do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e oferecer uma sobrevida a
políticos que já andavam respirando por meio de aparelhos, como o octogenário
José Sarney, o encalacrado Jader Barbalho, o renegado Fernando Collor de Mello e
o seu fiel escudeiro Renan Calheiros. Isso só para citar os mais influentes
políticos da Nova República fundada pelo imortal José de Ribamar Ferreira de
Araujo Costa.
Lula é verdade, não realizou grandes privatizações, mas também
não fez nada para investigar as privatizações realizadas pelo governo FHC (tão
criticadas pelos petistas), no caso específico e emblemático da Companhia
Energética do Maranhão (CEMAR), cujo grupo comprador desistiu do negócio dois
anos depois da aquisição dessa empresa maranhense - e o governo Lula, além de
não receber nenhum dos dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
Urbanas do Maranhão (STIU-MA) para discutir o fim da privatização da CEMAR, ainda
permitiu que essa concessionária de energia fosse vendida por um real.
Para reforçar o pragmatismo exacerbado de Lula, os seus
adversários, dentro e fora citam a coligação que Luís Inácio vem tentando de todas
as maneiras engendrar, arquitetar com o PSD de Gilberto Kassab, na capital
paulista. Gilberto Kassab, aquele que a senadora Marta Suplicy questionou abertamente
a sua solteirice e de forma sutil, forçou Kassab a uma possível 'saída de
armário'.
O pragmatismo exacerbado de Lula, como se referiu o
presidente nacional do PT, Rui Falcão as privatizações do governo Dilma
Rousseff, poderá provocar um racha no PT paulistano, caso Lula continue insistindo
nessa coligação absurda, como classificou o deputado federal Ricardo Berzoini,
essa ainda improvável coligação entre o PT de Fernando Haddad e o PSD de
Gilberto Kassab.
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