segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

LULA: o político brasileiro mais pragmático de todos os tempos



O Brasil, com a eleição de Luís Inácio Lula da Silva esperava uma ruptura do Partido dos Trabalhadores (PT), com tudo aquilo que representasse o passado. Mas quão grande não foi a surpresa do povo brasileiro, com a chegada desse partido ao poder, que em vez de radicalizar nas suas posições, muito pelo contrário, resolveu adotar (manter) a política econômica e os programas sociais do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e oferecer uma sobrevida a políticos que já andavam respirando por meio de aparelhos, como o octogenário José Sarney, o encalacrado Jader Barbalho, o renegado Fernando Collor de Mello e o seu fiel escudeiro Renan Calheiros. Isso só para citar os mais influentes políticos da Nova República fundada pelo imortal José de Ribamar Ferreira de Araujo Costa.  

Lula é verdade, não realizou grandes privatizações, mas também não fez nada para investigar as privatizações realizadas pelo governo FHC (tão criticadas pelos petistas), no caso específico e emblemático da Companhia Energética do Maranhão (CEMAR), cujo grupo comprador desistiu do negócio dois anos depois da aquisição dessa empresa maranhense - e o governo Lula, além de não receber nenhum dos dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Maranhão (STIU-MA) para discutir o fim da privatização da CEMAR, ainda permitiu que essa concessionária de energia fosse vendida por um real.

Para reforçar o pragmatismo exacerbado de Lula, os seus adversários, dentro e fora citam a coligação que Luís Inácio vem tentando de todas as maneiras engendrar, arquitetar com o PSD de Gilberto Kassab, na capital paulista. Gilberto Kassab, aquele que a senadora Marta Suplicy questionou abertamente a sua solteirice e de forma sutil, forçou Kassab a uma possível 'saída de armário'.

O pragmatismo exacerbado de Lula, como se referiu o presidente nacional do PT, Rui Falcão as privatizações do governo Dilma Rousseff, poderá provocar um racha no PT paulistano, caso Lula continue insistindo nessa coligação absurda, como classificou o deputado federal Ricardo Berzoini, essa ainda improvável coligação entre o PT de Fernando Haddad e o PSD de Gilberto Kassab.

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