sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O capitalismo não dá tiro no próprio pé




O cineasta Fernando Meirelles esteve em Paris para acompanhar de perto o encontro das maiores lideranças mundiais para tratar de um assunto urgente: o clima que nos ameaça a todos.

Com muita propriedade esse cineasta que como ele mesmo diz no seu tratado sobre o clima, publicado no jornal Folha de S. Paulo no dia 29 de novembro - se preocupa com o futuro da humanidade e dos seus filhos e usou uma  página inteira desse importante jornal de circulação nacional, para expressar o seu pensamento sobre uma questão que está a exigir de todos nós uma tomada de posição e ações concretas contra o aquecimento global.

Mas, esse cineasta brasileiro não sei por que cargas d’água, dedica todo esse espaço para apontar como o único vilão do clima, a indústria do petróleo e o consumo desse produto que não podemos esquecer, ao mesmo tempo em que polui o meio ambiente de maneira quase irreversível, ele gera milhões de empregos e produz riquezas. É justo defender o fim dessa matriz energética? É sim, mas antes é preciso atacar o principal agente depredador, poluidor e devastador do meio ambiente que é o homem.

Como a capitalismo para continuar existindo precisa do aumento do consumo, as lideranças do mundo “desenvolvido” fazem questão de ignorar o tema controle de natalidade que está na raiz de todos os desastres ambientais.

Quanto mais gente sobre o planeta, mais aumenta o consumo dos derivados de petróleo, das pastagens, de espaço urbano, dos meios de transporte, do consumo de água, energia e a necessidade de uma maior cobertura do serviço de saneamento.

O controle de natalidade que o capitalismo faz questão de ignorar, é a única maneira de se evitar um mundo irrespirável.

A explosão demográfica que o capitalismo estimula é a principal responsável pelo crescente aumento do consumo dos derivados do petróleo, da criação de gado, do entupimento das cidades com veículos automotores, do consumo de energia elétrica, do aumento do espaço urbano que destrói matas inteiras para abrigar novas casas. 

O crescimento da população exige sempre mais investimentos em saúde, educação e saneamento básico. Investimentos que os países são obrigados a fazer para atender a sempre crescente demanda por serviços públicos.  
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