“Não existe
crime mais sério do que a corrupção. Outras ofensas violam uma lei enquanto a
corrupção ataca as fundações de todas as leis”. Theodore Roosevelt – 1902
Gen Gilberto
Pimentel
Presidente
do Clube Militar
17 de abril
de 2018
Se dermos uma olhada mais atenta na biografia e no
desempenho dos magistrados do STF, que um colunista definiu como “garantistas”,
referindo-se àqueles juízes que pretendem assegurar, irrestritamente, o que
está na Constituição, ser um escravo dos princípios fundamentais da legalidade,
da presunção da inocência, do contraditório, do devido processo legal e,
sobretudo, da dignidade da pessoa humana, poderemos não ter tanta certeza da
nobreza e sequer das suas reais motivações.
Dentre eles, estão os que pretendem rever a
possibilidade de prisão a partir da segunda instância, os que abominam a prisão
preventiva ou provisória, os que enxergam como ato de tortura a delação
premiada, os que desejam a todo custo assegurar imunidades sem limites, os que
colocam o habeas-corpus como símbolo da liberdade individual, não importando de
quem ou porquê, os que pretendem ignorar a opinião pública, os que entendem que
os juízes de Curitiba inauguraram um novo código de Direito no País e os que
sonham detonar a Operação Lava Jato.
Tudo isso na contramão de todo o esforço que o
Brasil necessita da Justiça, hoje, para eliminar a praga da corrupção, punir os
criminosos do colarinho branco, dentre governantes, políticos e poderosos
empresários que arrasaram a economia do país e frustraram tantas esperanças. Na
contramão, também, daquilo que em todo o mundo vem sendo feito para combater a
criminalidade institucionalizada.
Para agravar, como disse, quando atentamos para a
trajetória desses chamados “garantistas”, não sentimos segurança alguma quanto
às reais intenções que os movem. Para ser sinceros, não damos um tostão furado
por elas. Enxergamos condenáveis preferências político-partidárias em alguns,
perigosas ligações com políticos e poderosos grupos empresariais em outros e
todos esses protegidos, sempre, com contas sérias e pesadas a ajustar com a
lei. Há, até mesmo, alguns exemplos de quem nem tenha tanto apego assim às
normas constitucionais vigentes dentre esses juízes. Aqui bastaria lembrar o
episódio da ex-presidente cassada que não teve seus direitos políticos
suspensos, como exigido pela lei, por conta da interpretação marota do texto
constitucional do presidente do Senado, à época, com o aval de um chamado
“garantista”. Um escândalo que ainda poderá ter sérias consequências nas
próximas eleições.
Portanto, amigos, todo o nosso apoio, hoje, aos
chamados pelo colunista de juízes “consequencialistas”, pragmáticos no sentido
não pejorativo do termo, que querem julgar com base em fatos, e não em
pretensas teses idealistas. Estão movidos pelo desejo maior de terminar com a
impunidade dos poderosos. Estão com a Lava Jato.
É disso que o Brasil precisa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário