Em recente matéria postada aqui neste portal, denunciei a Companhia Energética do Maranhão – CEMAR, pelo péssimo serviço que presta ao usuário maranhense, sobretudo aos usuários das localidades mais distantes, onde não existem postos de atendimento dessa empresa. Só como exemplo, podemos citar os municípios de São Francisco do Maranhão, Parnarama e Matões, que só tem um funcionário dessa empresa, assim mesmo, para atender só a subestação. Isso quer dizer que quando existe um problema de interrupção de fornecimento de energia nessas localidades, o escritório regional de Timon tem que deslocar uma equipe para atender a essas comunidades. E ao final dessa aludida matéria, digo o seguinte: Te cuida, Piauí! Certamente, muitos leitores devem estar se perguntando, sobre o porquê desse alerta ao povo do Piauí, uma vez que essa empresa não opera em solo piauiense. Digo ainda não, porque, de há muito, essa concessionária de energia do Maranhão, troca informações com a Companhia Energética do Piauí – CEPISA, uma empresa federalizada que vive sob o controle da Eletrobrás.
Essa troca de informações, entre as diretorias dessas duas empresas, significa dizer que existe o interesse de parte do grupo Garantia Participações (grupo GP), em adquirir a Cepisa, tão logo ela esteja devidamente enxuta, ou seja, com o número mínimo necessário de funcionários, com seu estoque de dividas reduzido e com uma cultura de empresa privada.
Essa troca de informação existe, e o mais esclarecedor, é o fato de antigos dirigentes da Cemar, quando da intervenção da Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEL), logo após a sua venda, terem assumido postos chaves na Cepisa federalizada. Como por exemplo, pode ser citado, o nome do ex-presidente da Cemar, Sinval Zaidan.
Uma empresa que trabalha com serviços essenciais, assim como água e energia não deve cair nas mãos da iniciativa privada que só visa lucro. Uma pergunta que não quer calar, porque o povo faz gambiarra? Por ser extremamente pobre e não ter condições de pagar por esse serviço, principalmente sem atraso, como quer as empresas do setor elétrico.
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