segunda-feira, 20 de setembro de 2010

As três reformas necessárias e inadiáveis

Qualquer que seja o próximo presidente da república vai ter que fazer dentro dos próximos quatro anos, três reformas necessárias e inadiáveis para o país, que são: a reforma política, a reforma tributária e a reforma previdenciária. Não necessariamente nesta ordem.

O déficit da Previdência, mais do que dobrou em agosto na comparação com julho, sob o impacto do pagamento da antecipação de metade do décimo-terceiro benefício a uma parcela dos pensionistas, mostraram números divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Previdência Social. A previdência social brasileira, não pode continuar convivendo com sucessivos déficits, que se agravam, toda vez que o mercado de trabalho formal encolhe e aumenta a expectativa de vida do povo brasileiro. 

A reforma política que desde os governos Fernando Henrique Cardoso, está para ser feita, no entanto, a única mudança de lá para cá foi só a votação da instituição da reeleição, que na época dividiu o país, com o Partido dos Trabalhadores (PT), liderando um  movimento contra essa excrescência, mas sem sucesso e, hoje esse partido não só defende a manutenção da reeleição, como chegou a ver com bons olhos um terceiro mandato para Lula. Uma reforma política que assegure a fidelidade partidária e cláusula que limita o número de partidos, não acontece porque os nossos principais partidos não desejam. 

A reforma tributária nunca foi aprovada, porque não existe vontade política para que isso ocorra, com os estados pressionando o governo federal para que não a faça, haja vista, a atual legislação favorecer os estados mais ricos. E veja o que dizem alguns expert nesse assunto: "Sou descrente da reforma tributária porque ela implica perdas e ganhos, e ninguém quer perder", afirmou o consultor Clóvis Panzarini, ex-coordenador tributário da Secretaria de Fazenda de São Paulo. "A reforma não sai se não houver uma garantia muito firme de que não haverá perdas nos Estados", confirmou o ex-secretário de Fazenda de Minas Gerais,o maranhense Simão Cirineu.

Os nossos últimos presidentes, não fizeram essas três reformas porque não lhes interessava na realidade, porque foram eleitos com uma montanha de votos. O primeiro, em função do Plano Real e o segundo montado no programa Bolsa Família, o que lhe deram legitimidade para fazer até chover, quanto mais fazer três reformas.

Se essas reformas não forem feitas com urgências, eis que vai chegar o momento em que o país ficar paralisado.

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