quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Policiais usam gás para afastar população de Rafael Correa

Policiais dispersam com gás lacrimogêneo a população que avança em uma tentativa de chegar ao hospital onde se encontra refugiado o presidente, Rafael Correa, no meio da crise suscitada nesta quinta-feira após protestos de policiais e militares. Nas proximidades do hospital, em Quito, milhares de pessoas se reuniram em uma tentativa de respaldar Correa.

Alguns partidários do presidente equatoriano atiraram pedras contra policiais que os impediram de entrar no local. "O presidente está sendo mantido refém lá dentro", disse Fernando Jaramillo, 54 anos, um partidário de Correa.

Ao desafiar os policiais e militares que protagonizam uma revolta no país, o presidente realizou um discurso improvisado nesta quinta através de uma janela do regimento do exército de Quito. Depois do discurso, Correa foi atingido por bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela polícia e levado ao hospital.
Apoiado numa muleta pelo fato de que foi submetido há pouco a uma operação no joelho, o presidente conseguiu sair do quartel usando uma máscara de proteção e ajudado por seguranças depois da explosão das bombas de gás.

Entenda o conflito

As tropas equatorianas protestam por causa da eliminação de benefícios econômicos incluídos em uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para cortar custos do Estado. No campo político, membros do próprio partido de Correa, de esquerda, estão bloqueando no Legislativo o projeto do governante, o que levou o presidente a considerar a dissolução do Congresso, medida que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições.

Com informações de agências internacionais (Portal Terra)

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