segunda-feira, 22 de julho de 2019

Venezuela: O futuro governante receberá uma herança maldita



Já se discute em território venezuelano e nas mesas de diálogos que estão acontecendo na Noruega e em Barbados, sobre uma possível eleição para a sucessão de Nicolás Maduro. Uma possibilidade ainda remota, porque o governo chavista não aceita a ingerência dos Estados Unidos e a oposição não aceita uma suposta ingerência de Cuba nos negócios venezuelanos.  

A propósito: o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, criticou na noite de sábado, 20, as negociações conduzidas com apoio da União Europeia e o Uruguai em Barbados para pôr um fim à crise política venezuelana. Segundo o chefe da diplomacia americana, enquanto Cuba continuar protegendo o presidente Nicolás Maduro, não haverá eleições justas na Venezuela, como reivindica a oposição.

Uma negociação que estabeleça como meta prioritária a antecipação da eleição presidencial tem que levar em consideração uma saída pacífica e com um projeto de lei que contemple uma anistia ampla, geral e irrestrita. Uma anistia capaz de pacificar esse país latino americano que a cada dia que passa mergulha mais fundo numa sucessão de crises - que começa com a crise política. Um Pacto Político que deve ser a melhor saída para uma situação que caminha para uma guerra civil se nada for feito no sentido de evitar o aumento da tragédia vivida pelos venezuelanos. 

A crise venezuelana é de tamanha gravidade que quem vencer essa disputa pelo poder, receberá como prêmio uma nação destroçada, ingovernável e extremamente dividida. Daí, a sugestão para a formação de um Pacto Político que reúna em torno de uma só mesa às forças vivas de uma nação que pede socorro.

Um Pacto Político que poderá propor ao país uma terceira via. Uma via que não represente os interesses de nenhum dos lados hoje envolvidos nessa luta fraticida pelo poder e que exclua a ingerência de norte-americanos e russos. 

Tomazia Arouche

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