Já se discute em território venezuelano e nas mesas
de diálogos que estão acontecendo na Noruega e em Barbados, sobre uma possível
eleição para a sucessão de Nicolás Maduro. Uma possibilidade ainda
remota, porque o governo chavista não aceita a ingerência dos Estados Unidos e
a oposição não aceita uma suposta ingerência de Cuba nos negócios
venezuelanos.
A propósito: o secretário de Estado americano, Mike
Pompeo, criticou na noite de sábado, 20, as negociações conduzidas com
apoio da União Europeia e o Uruguai em Barbados para pôr um fim à crise
política venezuelana. Segundo o chefe da diplomacia americana, enquanto Cuba
continuar protegendo o presidente Nicolás Maduro, não haverá eleições justas na
Venezuela, como reivindica a oposição.
Uma negociação que estabeleça como meta prioritária
a antecipação da eleição presidencial tem que levar em consideração uma saída
pacífica e com um projeto de lei que contemple uma anistia ampla, geral e irrestrita. Uma anistia capaz de pacificar esse país
latino americano que a cada dia que passa mergulha mais fundo numa sucessão de
crises - que começa com a crise política. Um Pacto Político que deve ser a
melhor saída para uma situação que caminha para uma guerra civil se nada for
feito no sentido de evitar o aumento da tragédia vivida pelos
venezuelanos.
A crise venezuelana é de tamanha gravidade que quem
vencer essa disputa pelo poder, receberá como prêmio uma nação destroçada,
ingovernável e extremamente dividida. Daí, a sugestão para a formação de um
Pacto Político que reúna em torno de uma só mesa às forças vivas de uma nação
que pede socorro.
Um Pacto Político que poderá propor ao país uma
terceira via. Uma via que não represente os interesses de nenhum dos lados hoje
envolvidos nessa luta fraticida pelo poder e que exclua a ingerência de
norte-americanos e russos.
Tomazia
Arouche
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