A violência que não faz muito tempo, só existia na periferia, começa a avançar na direção do mundo das elites ricas. Isso significa dizer, que ninguém mais está a salvo dessa onda de violência, que avança sobre as cidades. Hoje ricos e pobres estão num mesmo barco, sendo vítimas de uma situação tão grave, mas tão grave, que o clima hoje reinante é de pânico generalizado.
Os cientistas sociais, passam grande parte dos seus tempos, discutindo a origem e o porquê de tanta violência. Existem teses as mais variadas, com teorias que vão das mais complexas, as mais simples. Só que todas elas, passam ao largo, da verdadeira causa da violência, que é a super população. É tanta gente sobre o planeta que não há mais como resolver todos os problemas, provocados por uma população que duplica a cada 25 anos.
O cantor e compositor Juca Chaves, que nas últimas eleições para o Senado foi candidato pelo Estado da Bahia, disse o seguinte ao se referir aos problemas de educação e saúde: "No Brasil não existem nem hospitais, nem escolas de menos; o que existe é gente de mais". Um país onde o crescimento demográfico, ainda é muito grande, os governantes não conseguem acompanhar a demanda por serviços básicos e a geração de empregos, pois enquanto os serviços básicos e os empregos crescem em proporções aritméticas, a população cresce em proporções geométricas.
O homem sem emprego é uma presa fácil da criminalidade, porque sem nenhuma perspectiva de vida, se desespera e acaba sendo atraído para a marginalidade. O filósofo Jean-Jacques Rousseau, já dizia, faz muito tempo, que: "O homem nasce bom e a sociedade o corrompe."
Quem se der ao trabalho de andar pelas periferias das cidades vai se deparar com muito jovens em plena luz do dia, nas esquinas, de cara para o céu, como quem implora por uma ajuda vinda do alto, o que nunca irá acontecer, porque do alto mesmo, só vem chuva e avião. Mas eis que de repente surge na vida desse jovem, uma solução providencial: o braço longo da contravenção, que lhe oferece ajuda na forma de um emprego temporário (a venda de tóxico) e a droga, que lhe ajudará a afugentar o tédio e o desespero. (Leão Arouche Neto)
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