terça-feira, 11 de maio de 2010

A Internet foge ao controle dos poderosos

Hoje pela manhã andei refletindo sobre o papel da Internet no mundo atual e cheguei à seguinte conclusão: que os poderosos não exercem nenhum controle sobre esse importante veículo de comunicação. Por que são tantos os portais, blogs e redes sociais, que quem procurar encobrir ou esconder algum fato, poderá ser sofrer uma coerção social. E quando a notícia cai na grande rede, ai mesmo é que não existe mais nenhum tipo de controle.

Lembro-me que na década de 70, aconteceram dois crimes no Rio de Janeiro, na Laureano Corretora de Valores, situada à Avenida Rio Branco, esquina com a Rua Assembléia. Crimes esses que eu só tive conhecimento, porque ao passar em frente a essa corretora, me deparei em pleno dia normal da semana, com essa corretora com as suas portas fechadas.

Movido pela curiosidade ao chegar ao meu local de trabalho, por sinal uma outra corretora de valores, resolvi ligar para um dos meus amigos lá da Laureano, empresa onde eu já havia trabalhando e procurei saber do motivo do feriado. Ao que ele me respondeu dizendo, que logo cedo pela manhã ao ser iniciado o expediente, aconteceu um homicídio seguido de um suicídio na recepção dessa empresa. Até ai, nada de mais, já que naquele tempo na cidade do Rio de Janeiro a violência já se fazia presente na vida do carioca. Mas o que me chamou realmente a atenção foi à ausência desses crimes dos noticiários das emissoras de rádio, televisão e jornais. Ocorre que devido ao fato do dono dessa corretora ser uma pessoa muito influente e poderosa, houve uma "conspiração do silêncio" para que as essas duas mortes não fossem noticiadas.

Para que a imprensa não falasse desses crimes, foram usados alguns fortes argumentos de persuasão, como por exemplo, dinheiro e influência política, coisas que o empresário Roberto Santos Laureano, tinha de sobra. Para que se tenha uma idéia da força política desse empresário, vale ressaltar que um dos operadores de câmbio da sua corretora era ninguém menos que Golbery do Couto e Silva Júnior, filho do todo poderoso, General Golbery do Couto e Silva, ministro chefe da Casa Civil do governo Ernesto Geisel.

Hoje em dia isso não seria mais possível, porque como eu já disse acima, ninguém pode mais exercer um controle sobre o objeto da notícia. Este texto que escrevo, por exemplo, no minuto seguinte após tê-lo escrito, ele corre o mundo. Isso é o que se chama de informação em tempo real.

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