Desde muito cedo que eu ouvia falar desse herói brasileiro, de um maranhense ilustre, nascido no município de Colinas, que lutou nos campos de batalha na Itália, na Segunda Grande Guerra Mundial e voltou ao seu país coberto de glórias, mas que foi cassado pela revolução de 1964, por ser um homem que levou até as últimas consequencias, tudo aquilo que o seu pai lhe ensinou como valores a serem seguidos por toda a sua vida. Reproduzo aqui a CARTA do desembargador Bento Moreira Lima, lhe escreveu logo depois do seu ingresso nas Forças Armadas.O brigadeiro Rui Moreira Lima, escreveu o livro Senta a Pua, onde ele conta histórias da guerra, momentos vividos ao lado de companheiros leais, verdadeiros irmãos, que toda vez que um tombava no campo de batalha, era como se um irmão tivesse morrido. Esse Ilustre maranhense não teve até hoje reconhecido o seu valor com um bravo militar, que lutou nos campos da Itália para que o mundo pudesse viver em paz.
Faço aqui uma singela homenagem, a esse bravo maranhense, que além de ter sido um grande piloto, foi também um grande atleta, ao conquistar muitas medalhas no atletismo para o Exército Brasileiro. Espero com isso que a sua história sirva de exemplo para os jovens maranhenses e, quiça para os jovens brasileiros. E porque não dizer, também um grande escritor, ao se consagrar com tal, ao escrever o livro Senta a Pua.
O brigadeiro Rui Moreira Lima, desde que me entendo poe gente, sempre nutri por ele uma grande admiração, pela sua bravura, pelo amor a Pátira e por ser ele um maranhense que engrandeceu a nossa terra. (Dom Severino)
O brigadeiro Rui Barbosa Moreira Lima (Colinas, 12 de junho de 1919) foi um aviador militar brasileiro.
Foi o piloto de combate da esquadrilha verde no 1° Grupo de Aviação de Caça (GAvCa) da Força Aérea Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. Durante o combate, executou 94 missões. A primeira aconteceu no dia 6 de novembro de 1944 e a última em 1 de maio de 1945.
Além disso, foi comandante da Base Aérea de Santa Cruz entre 14 de agosto de 1962 e 2 de abril de 1964, quando foi afastado após o golpe militar.
É o autor do livro Senta a Pua!, no qual conta as memórias dos combates no teatro de operações na Itália. Em seu último livro Rui Moreira Lima O Diario de Guerra - Editora Adler, 2008 - narra da sua primeira missão de guerra até a sua última missão.
Hoje aos 89 anos de idade, o Brigadeiro Rui Moreira Lima ainda luta pela sua anistia que é negada sistematicamente mesmo pelos governos eleitos pelo povo após a queda da ditadura civil-militar que o cassou em 1964
“ Caxias, 31 de março de 1939
Rui:
És cadete, amanhã, depois , mais tarde....general. Agora deves dobrar teus esforços, estudar muito.....Obediência aos teus superiores, lealdade aos teus companheiros, dignidade no desempenho do que te for confiado, atitudes justas e nunca arbitrarias. Sê um patriota verdadeiro e não te esqueças de que a força somente deve ser empregada ao Serviço do Direito. O povo desarmado merece o respeito das Forças Armadas. Estas não devem esquecer que é este povo que deve inspirá-las nos momentos graves e decisivos. Nos momentos de loucura coletiva deves ser prudente, não atentando contra a vida dos teus concidadãos. O soldado não pode ser covarde e fanfarrão. A honra é para ele um imperativo e nunca deve ser mal compreendida. O soldado não conspira contra as instituições pelas quais jurou fidelidade. Se o fizer, trai os seus companheiros e pode desgraçar a nação. O soldado nunca deve ser um delator, se não quando isso importar em salvação da Pátria. Espionar os companheiros, denuncia-los, visando interesses próprios, é infâmia, e o soldado deve ser digno. Aí estão os meus pontos de vista. D’us te abençoe
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