segunda-feira, 10 de maio de 2010

Um complicador a mais ou a solução para os seus problemas

O Partido dos Trabalhadores (PT), de repente nos parece que acordou de um sono profundo, que o impedia de ver com bastante clareza as coisas que estavam acontecendo a sua volta

Se já existe alguma dificuldade para formar uma cabeça de chapa, com os partidos que não encabeçam a chapa querendo emplacar o segundo nome, com os grandes partidos não querendo se coligar com os de menor densidade eleitoral, isso cria mais um complicador na hora da escolha dos cargos majoritários.

O Partido dos Trabalhadores (PT), com seis deputados estaduais e dois deputados federais, não vai coligar com nenhum outro partido para cargos proporcionais. Isso reforça ainda mais a necessidade desse partido em lançar candidatura própria ao governo do estado. Se isso vai prejudicar a candidatura de Wellington Dias, ai já e uma outra história. Mas como ele se considera já eleito, e tem a firme convicção de que é um candidato supra partidário, resta agora prová-lo.

Nessa encruzilhada que acabou se transformando a disputa pelo governo do estado, ao PT só resta lançar candidatura própria. Se ele conseguir formar uma grande bancada tanto a nível estadual como federal, mesmo que não eleja o governador, isso lhe credenciará para no segundo turno impor, negociar em condições favoráveis o seu apoio para o candidato que esteja mais próximo da sua ideologia. Sem uma boa base parlamentar e sem o vice-governador, o Partido dos Trabalhadores, vai passar os próximos quatro anos de pires na mão.

Se Wellington Dias tiver todo esse enorme prestígio que se propala, com mais o apoio do presidente Lula, o PT poderá lançar candidatura com chances reais de ganhar a eleição para governador e ainda formar uma grande bancada. Esse papel de força auxiliar está ficando claro para as principais lideranças petistas, que não lhes interessa. O exemplo mais evidente está vindo de Minas Gerais, onde esse partido resiste a aceitar uma imposição de Lula, que quer porque quer que o PT desista da sua candidatura para apoiar o peemedebista Hélio Costa.

Assim como o PT, outros partidos, como o PMDB não tem nenhum interesse em coligar na proporcional. Isso vai resultar num problema muito sério, sobretudo, para os partidos que não tem candidatura própria ou não indicaram o candidato à vice.

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