quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dilma está pagando um preço muito alto para salvar Palocci


É muito grande o desgaste que vem sofrendo a imagem da presidente da república Dilma Rousseff,  com o imbróglio Antonio Palocci. Esse senhor que inaugurou o escândalo no terceiro governo do Partido dos Trabalhadores (PT), que sob Lula, protagonizou a maior onda de escândalos que este país já presenciou. Nem mesmo a ditadura Vargas e o último governo desse caudilho gaúcho, foi tão prodigo em matéria de escândalos, como foram os dois governos  de Luís Inácio Lula da Silva. Será que vale a pena tanto sacrifício por nada, quando já existe um movimento dentro do próprio PT, que contrariando a vontade da própria presidente, defende abertamente a saída do seu ministro chefe da Casa Civil? O bom senso diz que não!

Além do desgaste, que compromete sobremaneira a imagem de um governo que está apenas começado, o mais grave nesse triste episódio, é a sensação de que com a permanência de Palocci no governo da presidente Dilma Rousseff, outros membros desse governo se sentiriam estimulados a praticarem atos indecorosos, como já aconteceu nos governos Lula. Que depois do escândalo conhecido como mensalão, uma série de outros escândalos se sucederam.  Com todos os envolvidos nos escândalos, tendo recebido a proteção e apoio moral do principal mandatário da nação.

A demissão de Antonio Palocci, apoiada por um grupo de petistas da maior respeitabilidade, que está mais do que convencido de que os argumentos usados por Palocci na sua defesa não se sustentam, serviria na pior das hipóteses, para desestimular a prática de atos indecorosos, num governo que recebeu como herança, atos que mancharam para sempre a biografia e a imagem do Partido dos Trabalhadores. 

Os conselheiros da presidente da república Dilma Rousseff, apostam na operação abafa, e citam como exemplo o ex-presidente Lula, que conseguiu se safar de situações da maior gravidade, apostando e investindo no espírito negocista dos parlamentares brasileiros. Na base do toma lá dá cá ou do é dando que se recebe. Mas nem sempre as coisas funcionam da mesma maneira, embora guardem características semelhantes. Por isso é bom não arriscar e não confiar tanto na apatia, no desencanto e no espírito tolerante do brasileiro.

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