terça-feira, 19 de julho de 2011

Um discurso oportuno pela sua atualidade


Lendo o livro Poesia e Prosa do escritor, ensaísta e crítico literário francês Charles Baudelaire, me deparo com a critica do livro Os miseráveis, do também escritor francês Victor Hugo, que chamou muito a minha atenção, pela sua atualidade e a oportunidade da abordagem de um tema que nos convida a refletir sobre a indiferença, como no passado e no presente momento, a sociedade, digo, as elites, tratavam e tratam os fracos, os proscritos e os malditos ou oprimidos. 

Leia agora, um fragmento extraído dessa critica escrita em meados do século XIX, que poderia ser tomada como uma critica de um livro escrito na segunda metade do século XX: “Os Miseráveis são, portanto um livro de caridade, uma atordoante chamada à ordem, dirigida a uma sociedade por demais enamorada de si mesma e muito pouco preocupada com a imortal lei de fraternidade; um discurso em defesa dos miseráveis (os que sofrem a miséria e os que a miséria desonra), proferido pela boca mais eloqüente dos tempos atuais. Apesar de tudo o que possa existir aí de escamoteação voluntária ou de inconsciente parcialidade na maneira pela qual, aos olhos da estrita filosofia, estão dispostos os termos do problema, pensamos, exatamente como o autor, que livros dessa natureza nunca são inúteis”.


O mundo em que hoje vivemos, precisa muito mais de fraternidade, do que de promessas vãs. Promessas de um reino celestial, que só os obedientes e tementes a um Deus subjetivo, terão acesso.  

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