Com o reinado de Momo, o país inteiro pára. É que o povo brasileiro adora uma folia. São quatro os dias dedicados ao carnaval, mas os baianos e os pernambucanos, esses, alongam ou antecipam em alguns dias essa grande festa que paralisa o país, para que a alegria tome conta da vida de cada brasileiro. Hoje no Brasil, até os religiosos já promovem os seus carnavais, sem bebidas alcoólicas é claro, mas como os foliões de Cristo sendo energizados e movidos pelo fogo do senhor.
O saudoso carnavalesco maranhense Joãozinho Trinta, foi o comandante em chefe da Revolução da Alegria. Uma revolução, não no sentido literal da palavra, mas uma revolução pelo energia desprendida, por aqueles que fazem uma festa que produz tanta energia, capaz de iluminar uma grande cidade se acumulada num reservatório.
Mas existem aqueles que insistem em desafinar o coro dos
contentes ou andar na contra mão, assim como eu, que não vê nenhuma razão
aparente para que o povo brasileiro se desmanche em alegria nos quatro dias do
carnaval oficial. Pois são tantos os problemas que o brasileiro comum enfrenta
no seu dia a dia, que a alegria extravasada por este povo, mas parece um delírio
do que alegria propriamente dito.
A turma que não vê motivo para o brasileiro parar de trabalhar
por tanto tempo, representa uma minoria, que quando reunida não enche uma Kombi
sequer, o que no fundo representa o mesmo que as palavras de um pregador soltas
deserto.
Ontem ao me aventurar pelas ruas da cidade, fui atacado por
um grupo de “revolucionários”, que sujaram o meu corpo todo de talco e ainda me
obrigaram a tomar um gole de Jurubeba, uma bebida produzida no estado do
Maranhão, de sabor adocicada. Ainda bem que a bebida era maranhense e de sabor
e cor agradáveis.
Sai dessa participação forçada nesse inicio de carnaval, matutando,
cismando, pensando cá com os meus botões: quem na realidade está certo, eles ou
eu? Pensando bem, não existe o certo e errado, tudo é uma questão de ponto de
vista.
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