É
inegável que a política brasileira nas últimas três décadas passou por uma
grande transformação. É que até a terceira parte do século XX, a possibilidade
de um operário chegar à presidência da república era remota e improvável. A
eleição de uma mulher, mais improvável ainda.
Mas hoje
nós temos uma mulher no comando da nação. Se houve avanços significativos na
vida nacional a partir do momento em que o Brasil passou a ser governador por
um presidente da república de origem operária e depois por uma mulher
presidenta, me limito a dizer que o jogo está empatado, porque se houveram
avanços, também houve recuos na mesma proporção nesses quase 12 anos de
sucessivos governos petistas, senão vejamos: o Brasil que comemora a expansão
do emprego é o mesmo que conserva o assistencialismo que deforma a assistência,
o paternalismo que decide autoritariamente o que devemos fazer e o clientelismo
político que incentiva a troca de votos por um pequeno favor. Mas isso não
deixa de ser uma mudança expressiva, que poderá nos levar a maiores avanços,
desde que saibamos fazer a correção de rumo. Insistindo nas mudanças de rumo,
de partidos e de políticos.
Vejo nos
dias de hoje o quão é importante a oxigenação dentro da política piauiense que
não se renova e quando isso acontece, o que se vê são pequenas e
insignificantes transformações, que se dão apenas em termos qualitativos,
porque as mudanças são apenas de forma, mas não de conteúdo. Por exemplo:
trocar um Freitas Neto por um Wellington Dias ou um Hugo Napoleão por um Assis
Carvalho. Numa palavra, é o mesmo que trocar seis por meia dúzia.
Agora, o
nó górdio desse problema piauiense reside onde encontrar o novo, porque nós não
temos lideranças jovens no meio empresarial com vocação para a política, o que
se houvesse representaria um passo adiante, na direção da modernização da
administração pública piauiense que precisa urgentemente ser administrada como
uma empresa que precisa apresentar bons resultados a cada final de ano e a cada
fim de gestão ou mandato.
A
política piauiense continua sendo feita e sustentada pelo apadrinhamento
político - que prioriza os interesses partidários em vez do mérito e da
competência administrativa. O estado do Ceará tão cantado e decantado em verso
e prosa pelos piauienses, só rompeu com o atraso, a partir do momento em que
elegeu um administrador de empresas, um capitão de indústrias para governá-lo.
O eleitor
piauiense precisa descartar o político profissional, se quiser ter um
estado moderno e como seu povo vivendo dignamente.
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