sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Oxigenar a política piauiense é imprescindível


É inegável que a política brasileira nas últimas três décadas passou por uma grande transformação. É que até a terceira parte do século XX, a possibilidade de um operário chegar à presidência da república era remota e improvável. A eleição de uma mulher, mais improvável ainda.

Mas hoje nós temos uma mulher no comando da nação. Se houve avanços significativos na vida nacional a partir do momento em que o Brasil passou a ser governador por um presidente da república de origem operária e depois por uma mulher presidenta, me limito a dizer que o jogo está empatado, porque se houveram avanços, também houve recuos na mesma proporção nesses quase 12 anos de sucessivos governos petistas, senão vejamos: o Brasil que comemora a expansão do emprego é o mesmo que conserva o assistencialismo que deforma a assistência, o paternalismo que decide autoritariamente o que devemos fazer e o clientelismo político que incentiva a troca de votos por um pequeno favor. Mas isso não deixa de ser uma mudança expressiva, que poderá nos levar a maiores avanços, desde que saibamos fazer a correção de rumo. Insistindo nas mudanças de rumo, de partidos e de políticos.

Vejo nos dias de hoje o quão é importante a oxigenação dentro da política piauiense que não se renova e quando isso acontece, o que se vê são pequenas e insignificantes transformações, que se dão apenas em termos qualitativos, porque as mudanças são apenas de forma, mas não de conteúdo. Por exemplo: trocar um Freitas Neto por um Wellington Dias ou um Hugo Napoleão por um Assis Carvalho. Numa palavra, é o mesmo que trocar seis por meia dúzia.

Agora, o nó górdio desse problema piauiense reside onde encontrar o novo, porque nós não temos lideranças jovens no meio empresarial com vocação para a política, o que se houvesse representaria um passo adiante, na direção da modernização da administração pública piauiense que precisa urgentemente ser administrada como uma empresa que precisa apresentar bons resultados a cada final de ano e a cada fim de gestão ou mandato.

A política piauiense continua sendo feita e sustentada pelo apadrinhamento político - que prioriza os interesses partidários em vez do mérito e da competência administrativa. O estado do Ceará tão cantado e decantado em verso e prosa pelos piauienses, só rompeu com o atraso, a partir do momento em que elegeu um administrador de empresas, um capitão de indústrias para governá-lo.

O eleitor piauiense precisa descartar o político profissional, se quiser ter um estado moderno e como seu povo vivendo dignamente.  

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