Existe uma política de privatização em marcha no Brasil.
Tanto isso é verdade que o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores
(PT), durante as comemorações dos 32 anos de existência do seu partido, exortou
o governo federal a não exacerbar nas privatizações, se referindo é claro, a
venda de três dos maiores aeroportos brasileiros.
Dentro dessa política de privatização do governo neoliberal
da presidenta Dilma Rousseff, está previsto a privatização do resto do setor
elétrico que ainda se encontra nas mãos do governo federal, como por exemplo, a
Eletrobrás-PI que graças à intervenção do hoje senador Wellington Dias (PT-P),
a Companhia Energética de Piauí S/A (CEPISA) não foi privatizada.
A ida a leilão da CEPISA já era dada como certo, desde que a
Companhia Energética do Maranhão (CEMAR) foi vendida pela segunda vez ao grupo
Garantia Participações (GP), que os dirigentes dessas duas empresas
concessionárias de energia elétrica, viviam trocando informações há muito tempo,
para adequar a CEPISA ao modus operandi
de uma empresa privada.
E a compra da Eletrobrás-PI continua nos planos desse grupo
de investimentos que hoje controla a CEMAR, pois algumas emissoras de televisão
piauienses vivem fazendo propaganda da CEMAR. O piauiense que assiste a essa
propaganda deve ficar se perguntando: o que tem a ver a CEMAR com o estado do
Piauí? A princípio nada, mas por trás dessa propaganda existe a intenção da
venda de uma imagem positiva de uma empresa que tem interesse na aquisição da
Eletrobrás-PI.
O sucateamento dessa empresa que fornece energia aos
piauienses faz parte de um plano que visa criar na opinião publica piauiense um
sentimento de verdadeira aversão a uma empresa que presta um serviço de péssima
qualidade. Esse sucateamento passa necessariamente pela falta de investimentos
na melhoria dos serviços.
A propósito: os consumidores maranhenses não estão anda
satisfeitos com o serviço prestado pela CEMAR, pois é muito comum nesse Estado
vizinho ocorrer falta de energia durante várias horas, dias e ate semana.
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