terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sucatear para vender e vender por um preço insignificante


Existe uma política de privatização em marcha no Brasil. Tanto isso é verdade que o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), durante as comemorações dos 32 anos de existência do seu partido, exortou o governo federal a não exacerbar nas privatizações, se referindo é claro, a venda de três dos maiores aeroportos brasileiros.

Dentro dessa política de privatização do governo neoliberal da presidenta Dilma Rousseff, está previsto a privatização do resto do setor elétrico que ainda se encontra nas mãos do governo federal, como por exemplo, a Eletrobrás-PI que graças à intervenção do hoje senador Wellington Dias (PT-P), a Companhia Energética de Piauí S/A (CEPISA) não foi privatizada.

A ida a leilão da CEPISA já era dada como certo, desde que a Companhia Energética do Maranhão (CEMAR) foi vendida pela segunda vez ao grupo Garantia Participações (GP), que os dirigentes dessas duas empresas concessionárias de energia elétrica, viviam trocando informações há muito tempo, para adequar a CEPISA ao modus operandi de uma empresa privada.

E a compra da Eletrobrás-PI continua nos planos desse grupo de investimentos que hoje controla a CEMAR, pois algumas emissoras de televisão piauienses vivem fazendo propaganda da CEMAR. O piauiense que assiste a essa propaganda deve ficar se perguntando: o que tem a ver a CEMAR com o estado do Piauí? A princípio nada, mas por trás dessa propaganda existe a intenção da venda de uma imagem positiva de uma empresa que tem interesse na aquisição da Eletrobrás-PI.

O sucateamento dessa empresa que fornece energia aos piauienses faz parte de um plano que visa criar na opinião publica piauiense um sentimento de verdadeira aversão a uma empresa que presta um serviço de péssima qualidade. Esse sucateamento passa necessariamente pela falta de investimentos na melhoria dos serviços.

A propósito: os consumidores maranhenses não estão anda satisfeitos com o serviço prestado pela CEMAR, pois é muito comum nesse Estado vizinho ocorrer falta de energia durante várias horas, dias e ate semana.  

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