sábado, 2 de fevereiro de 2013

Aécio Neves foi reduzido a sua insignificância no dia de ontem.


Aécio Neves foi reduzido a sua insignificância no dia de ontem. Aécio Neves cometeu suicídio político ao desistir, por conveniência própria, de fazer um discurso veemente e contundente contra a candidatura do Renan Calheiros. Com essa sua atitude, Aécio Neves acabou frustrando a oposição e aqueles que depositavam todas as suas fichas na sua candidatura presidencial.

A eleição para a presidência do Senado, no dia de ontem, além de servir para desmoralizar o parlamento brasileiro, que perde o pudor, na mesma proporção em que perde poder e significado político, serviu também, para revelar ao país, que a oposição não dispõe de um nome com envergadura moral e estatura política para disputar a presidência da república.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) que vinha ensaiando o lançamento da sua candidatura, como uma alternativa ao nome da presidente Dilma Rousseff, que já se lançou candidata à reeleição, não resistiu ao primeiro teste, sucumbindo à oferta de um prato de lentilhas que lhe foi ofertado pelo PMDB, na forma de um cargo na nova mesa diretora do Senado.  

O PSDB que já tinha firmado uma parceria com o PMDB e PT na CPMI do Cachoeira de proteção mutua, com Marconi Perillo, Sérgio Cabral e Agnelo Queiroz, sendo salvo da degola, voltou ao se aproximar mais uma vez do PMDB, quando da eleição da presidência do Senado -, onde conseguiu emplacar o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA, na primeira secretaria dessa casa legislativa.

O acordo firmado entre o PSDB e PMDB para eleger Renan Calheiros, ficou bastante evidente, com a desistência de Aécio Neves de fazer um discurso duro contra a candidatura do senador alagoano, que em 2007 renunciou a presidência do Senado, por ter sido atingido por uma série de denuncias de corrupção, contra as quais Renan nunca conseguiu apresentar uma defesa convincente; nem a sociedade brasileira e muito menos ao Ministério Público Federal (MPF), que acaba de denunciá-lo.

Aécio Neves ao deixar de discursar na sessão que antecedeu a eleição do senador Renan Calheiros, cometeu suicídio político ao se desmoralizar perante o povo brasileiro e se revelar aos olhos da nação, um político pusilânime e frouxo.   

Um comentário:

Anônimo disse...

Não existiu nada disso de proteção mútua. É cada um por si, quem fez alguma coisa errada tem que pagar.