"A ideia de
convocação de uma 'Constituinte exclusiva' é um despropósito, uma medida para
enganar a população que está nas ruas pedindo reforma. Eu não conheço
constituinte exclusiva. Essa reforma política não precisa de Constituinte
exclusiva. Pode ser feita mediante emenda constitucional". (frase do
ex-presidente do STF e ministro aposentado Carlos
Veloso)
Duas situações vividas pela presidenta Dilma Rousseff nos
últimos dias revelam a sua incapacidade para liderar o país, sobretudo em
momentos de crise, como este que o país está vivendo. A primeira situação foi o
seu deslocamento de Brasília até o estado de São Paulo, levando a tiracolo o
seu marqueteiro João Santana, para consultar o ex-presidente da república Luís
Inácio Lula da Silva sobre que decisões tomar a respeito das
manifestações que abalam o país. A segunda situação foi à proposta apresentada a
27 governadores e os prefeitos das capitais, para a instalação de uma Constituinte
Exclusiva, para fazer a reforma política, considerada o nó górdio da política brasileira.
Toda vez que Dilma Rousseff recorre ao ex-presidente Lula
para consultá-lo sobre essa ou aquela decisão, se fragiliza junto a sua
equipe, que passa a encará-la como um preposto de Lula. Alguém sem espírito de
liderança e que passa para a opinião pública a sua fragilidade de incapacidade de liderar o país num momento de crise aguda.
A instalação de uma Constituinte Exclusiva para fazer a
reforma política é o sinal mais evidente de que a presidenta Dilma Rousseff, que
controla mais de 80% dos deputados e senadores no Congresso Nacional, não tem pulso para
fazer essa reforma que só precisa ter vontade política. O que os governos petistas
nunca revelaram nesses quase 11 anos de mandatos sucessivos do PT.

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