quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Dilma Rousseff deveria acenar com um gesto patriótico



Qualquer pessoa bem intencionada sabe que o momento difícil por que passa este país, não pode ser atribuído só aos erros cometidos pelos petistas, que há mais de 12 anos governam o Brasil, mas à toda uma conjuntura mundial que fez a economia da Republica Popular da China desacelerar.

O Brasil, assim como todos os países que integram os BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e a África do Sul), com exceção da Índia, passam por um momento de muita turbulência na área econômica, devido à perda de potência do segundo motor da economia mundial, a China que caminha para uma recessão, haja vista, a perda de mercados e investimentos. 

Da virada do século até 2011, em apenas dois anos as vendas externas do país não cresceram mais do que 10% anualmente.Desse período, em seis anos, as exportações chegaram a registrar alta superior a 20%.As exceções foram 2008 e 2009, quando os principais destinos das vendas chinesas no Ocidente foram atingidos em cheio pela crise financeira.


À crise financeira internacional que começou nos EUA em 2007 e que colocou de joelho a zona do euro e os países emergentes, continua tendo outros desdobramentos.

Na primeira fase, o Brasil conseguiu sair-se relativamente bem, porque com a sua política econômica de desoneração da produção e a flexibilização das leis trabalhistas, manteve o crescimento do emprego, com a forte atividade da indústria da construção civil. Mas, como a crise financeira internacional continuou fazendo estragos nas economias periféricas, a segunda fase dessa crise nos atingiu em cheio.

Como a oposição insiste em negar essa realidade e o país caminha celeremente para uma crise institucional, a presidenta Dilma Rousseff deveria propor um pacto social ao país, para salvá-lo e que após passar a fase critica e o país retomar o crescimento, ela renunciaria ao seu mandato, juntamente com o seu vice-presidente. 

por Joachim Arouche
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