quarta-feira, 28 de junho de 2017

Aos nossos caciques políticos não interessa o bem estar do povo


"No Brasil do século XXI ainda não raiou a liberdade. Liberdade no Brasil, não passa de um recurso de retórica”. (Tomazia Arouche)

A classe política brasileira é a perfeita tradução da nossa condição de país de terceiro mundo, senão, vejamos: os políticos brasileiros, via de regra, fazem política com os pés sobre a cabeça do eleitor, de modo que ele permaneça sempre numa situação de inferioridade e dependência. Os pés na cabeça do pobre, impede que ele cresça materialmente e espiritualmente.

A péssima condição da nossa saúde, a tragédia que é a educação e a segurança pública em nosso país, são exemplos flagrantes do desinteresse dos políticos e da nossa classe dirigente em ofertar e melhorar serviços básicos. Coisas que nos países considerados de primeiro mundo são tratadas com uma atenção especial, porque o serviço público, sobretudo nos países europeus, é disponibilizado para toda a população. Nos países europeus onde existe o Estado do Bem estar Social.

No Brasil, só os ricos têm acesso a serviços de saúde, educação e segurança de boa qualidade, porque bancados por eles. Na Inglaterra foi motivo de escândalo, um ministro da Educação matricular seus filhos numa escola particular, porque na opinião dos ingleses, se a escola pública do seu país não serve para os ricos, não serve para ninguém.

Foi escrito acima que os políticos brasileiros não lutam pela melhoria da condição do povo brasileiro, sobretudo, do brasileiro que habita os grotões e o Brasil profundo, porque é preciso manter o pobre numa situação de indigência permanente, porque assim sendo, ele continuará dependente dos favores dos políticos que distribuem migalhas para mitigar a fome do pobre, como por exemplo, mantendo uma casa de apoio na capital onde eles hospedam o pobre doente que vem do interior em busca de tratamento médico na capital. Sem escola o pobre não se educa e devido sua ignorância é facilmente manipulável e vota por gratidão ou por um pequeno agrado, mimo.

A casa de apoio mantida pelo político na capital para “servir” ao eleitor do mato - pelo político profissional é um meio que esse profissional da política usa para prender o potencial eleitor pela gratidão e o medo. Gratidão para quem lhe fez um “favor” e medo de que ao deixar votar no seu benfeitor, poderá não contar mais com esse apoio futuramente. É assim que a coisa funciona neste país. Convém lembrar que a dependência do leitor brasileiro não se dá só no interior, mas em todos os lugares em que há pessoas necessitadas. E pessoas extremamente necessitadas é só o que existe neste país, onde o povo ainda não conquistou cidadania. Cidadania que nada mais é do que a pessoa gozar de direitos que lhe permitam participar da vida política e pública. 

A propósito, a casa de apoio acaba sendo usada como uma compra de voto, antecipada. Tudo que foi dito acima explica a falta de interesse ou o desinteresse do político em lutar melhoria dos serviços públicos de saúde, educação e segurança.
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