Acompanhando o ir e vir dos candidatos, os eventos promovidos por eles, fico a me perguntar: como retribuir aos financiadores de campanha, o apoio recebido? Pensando um pouco mais, não é difícil descobrir, como os candidatos vitoriosos pagam as suas dividas junto aos seus financiadores. Simples: através de obras contratadas pelo governo com uma empresa ligada aos mecenas.
Foi pensando na relação incestuosa que se estabelece entre os candidatos e os seus apoiadores, que o presidente da Associação Nacional de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe) e membro do Movimento Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o juiz Marlon Jacinto Reis, em visita a Cuiabá, afirmou que os políticos devem mais aos financiadores de campanha do que aos próprios eleitores. Por isso, defende o financiamento público das campanhas evitando que os detentores de cargos eletivos tenham “dívidas” com grandes empresários.
O volume de recursos usados numa campanha eleitoral para presidente da república, governadores e senadores, por um dos partidos tradicionais, dos partidos considerados grandes, como PT, PSDB e PV é tão grande, que é muito difícil imaginar como um partido encontra grandes doadores de campanha e como são pagas as dividas depois do candidato eleito.
E quem são os grandes doadores? Agora em se tratando de identificar os doadores, a tarefa já não é tão difícil: os bancos, as construtoras, as grandes redes de supermercados, os grandes distribuidores de derivados de petróleo e por ai vai. Todos interessados em gozar dos favores do governo, caso o candidato escolhido venha a ser eleito.
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