As eleições de 2010 vão entrar para a história da política brasileira, como sendo as que mais fizeram uso das pesquisas e dos debates. O horário nobre da televisão nos últimos meses foi praticamente tomado, por três assuntos: clima, pesquisa e debate.
Volto a repetir o que já havia afirmado aqui neste mesmo espaço: que dependendo dos resultados que sairão das urnas em 3 de Outubro, os institutos de pesquisas se consagrarão ou sairão desmoralizados completamente, porque os números apresentados pelas pesquisas, por cada um dos institutos foram tão contraditórios, que custo a crer, que o eleitor possa se deixar influenciar por eles.
Também foram muitos os debates realizados, tendo uma das emissoras de televisão, no caso o SBT, apresentado uma inovação, que foi promover um debate regional, um fato até então inusitado, mas que não produziu o resultado esperado. O número de debates realizados - foi quase na mesma proporção das pesquisas, que certamente, muito pouco influirão no voto do eleitor, que durante todo o desenrolar das campanhas eleitorais nunca se interessou pelos debates e muito menos pelas inserções (propagandas).
O último debate realizado ontem pela TV Globo, que estava sendo aguardado com muita ansiedade, sobretudo pelos principais candidatos, não correspondeu à expectativa, tendo um portal dado como vencedor do debate, o seu mediador, o jornalista William Bonner.
A preocupação dos debatedores em evitar o confronto direto, foi o principal responsável pelo fraco desempenho de cada um deles. Isso acabou por desinteressar o eleitor, que se cansou de assistir a uma discussão estéril, nada produtiva, pouco esclarecedora e sem nenhuma capacidade de convencimento.
O Brasil e os estados, com tanta desigualdade, com tanta pobreza e sem infra-estrutura, o que impede este país de desenvolver-se, não foram discutidos em profundidade, dando impressão, após a realização de cada debate que o Brasil é um verdadeiro paraíso.
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