sábado, 11 de setembro de 2010

Para as religiões e os políticos a pobreza é um mal necessário

As religiões e os políticos, nos países subdesenvolvidos se alimentam da pobreza crônica, dos pobres coitados, que sem esperança procuram se agarrar a qualquer coisa que represente esperança e alento de vida. As denominações religiosas alimentam nos pobres a idéia de vida eterna e de retorno um dia ao paraíso perdido. Um paraíso perdido, segundo a religião, por obra e graça de Satanás. Satanás um personagem criado pelo próprio homem, assim com a existência de Deus.   

Os políticos se perpetuam no poder através da manutenção de uma situação secular que se reproduz em cada nova família que se forma, com um pobre se unindo a outro pobre, realizando por meio das vidas miseráveis de cada membro da família, o que se convencionou chamar em sociologia de determinismo histórico.

As religiões e os políticos investem na ignorância dessa gente, impedindo que eles tenham acesso a uma educação libertadora (de qualidade), capaz de permitir que eles se libertem de uma condição de eterna dependência de Deus e dos políticos, ao desenvolverem uma consciência critica e buscando progredir na vida.

A religião com a sua ideologia da pobreza prega o conformismo, o que faz com que o pobre aceite a sua condição miserável com resignação, sem reclamar e sem lutar contra os agentes da opressão, alimentado pela esperança vã de que um dia venha a ser resgatado pelo sangue do cordeiro. Já os políticos, esses agem impedindo que a educação e a saúde de boa qualidade cheguem até os mais necessitados. Como isso acontece? Usando a corrupção como o instrumento mais eficaz, para desviar recursos que seriam usados na construção de obras de saneamento básico, escolas, hospitais e creches.

O controle efetivo de natalidade, nenhuma dessas duas categorias desejam. Mais que isso: elas trabalham para que os pobres não tenham acesso às informações que poderiam ajudar na melhoria das suas condições de vida, porque para os lideres religiosos e os políticos, desenvolver uma consciência sobre a necessidade de haver um controle rigoroso e efetivo da natalidade, como uma forma de reduzir a pobreza é o mesmo que matar a galinha dos ovos de ouro.

Mais de uma coisa vocês podem ter certeza: ou se reduz a natalidade ou o que veremos - é a explosão de  uma violência sobre a qual nenhuma autoridade terá controle.

O mito do desenvolvimento econômico faz com que os governantes de muitos países, inclusive os norte-americanos, acreditem piamente no poder do mercado com sendo capaz de resolver todos os problemas da humanidade e esquecem-se de se mirar no mau exemplo da China, que nas próximas décadas irá se deparar com problemas de tamanha gravidade, que poderá levar esse país a mergulhar numa guerra civil sem precedente.

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