sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"Se gritar pega ladrão não fica um meu irmão", já dizia samba

O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias e mais 17 pessoas foram transferidas para Brasília, após serem presas pela Polícia Federal. Há poucos dias a Polícia Federal prendeu o prefeito, o vice-prefeito e nove vereadores do município de Dourados (MS). No Brasil atual, a bandidagem, a violência e a indústria da contravenção, estão tornando a vida do brasileiro um verdadeiro inferno. Cadê o sindico? 

O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), preso durante a Operação Mãos Limpas, será transferido nesta sexta-feira (10) para Brasília, juntamente com outros 17 acusados de participação em uma organização criminosa que teria desviado recursos públicos do Amapá e da União, segundo informou a Polícia Federal. De acordo com a PF, todos os 18 mandados de prisão temporária foram cumpridos.

Pedro Paulo, que está preso no quartel do Exército, em Macapá, será levado para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Foram mobilizados 600 policiais federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a PF, estão envolvidos no esquema servidores públicos, políticos e empresários.
As apurações da Polícia Federal revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

O Brasil caminha celeremente para uma convulsão social, uma vez que ninguém mais respeita as leis e as autoridades constituídas. Com os maus exemplos vindos de cima, a patuléia aqui embaixo se sente estimulada a agir também como os bacanas. Com apenas uma diferença: enquanto a elite rouba para viver mais nababescamente, o pobre e oprimido rouba para sobreviver.

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