Toda forma de poder é sedutor. O poder é econômico, mais sedutor ainda. Vindo em segundo lugar o poder político. A presença do poder - seja ele econômico ou político se apresenta com maior visibilidade nas regiões mais pobres.
Na região Nordeste, onde a imprensa depende fundamentalmente dos governos e dos ricos para existir, é bastante visível o interesse de apresentadores e comentaristas políticos em agradar ou como se diz, fazer uma média com quem patrocina o seu programa ou patrocina outros programas da emissora.
Nos estados ricos, como os das regiões Sul e Sudeste, onde o poder, seja ele qual for, encontra-se muito distante do povo, o jornalismo é feito com profissionalismo. Aqui por estas bandas, não, os apresentadores ainda tratam o anunciante pelo nome e na data do seu aniversário, desejam votos de felicidades e quando surge uma oportunidade para bajular, o fazem na maior sem cerimônia.
Num momento político como este, os candidatos ricos ou aqueles que têm alguma ligação com o poder político ou econômico, sempre são favorecidos de maneira velada. Hoje pela manhã certo comentarista de uma emissora teresinense, teve o desplante de citar até o número do candidato, ao comentar a mais recente pesquisa.
Em TemPo:
No estado do Piauí é muito comum os profissionais da imprensa fazerem um bico como assessor de imprensa. O que que até se justifica, devido os baixos salários no estado. Nas regiões Norte e Nordeste, os jornalistas e radialistas para sobreviverem são obrigados a misturarem a atividade pública, com a "privada".
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