O governo petista do presidente Luis Inácio Lula da Silva, conhecedor profundo da alma do povo brasileiro, conseguiu cooptar o movimento estudantil brasileiro. Um movimento que desde que a União dos Estudantes Brasileiros (UNE), foi extinta pela ditadura militar, deixou de ser um movimento digno desse nome.
Durante o período que antecedeu a renuncia de Collor, teve-se a doce ilusão de que o movimento estudantil brasileiro estava ressurgindo, se não, com a mesma força de antes de 64, mas imbuído de algum fervor cívico. Ledo engano de quem pensou que isso estivesse acontecendo.
Vieram outros governos e o movimento estudantil brasileiro entrou num marasmo sem fim, ou seja, incorporou o mesmo espírito dos nossos sindicalistas, que passaram a serem sindicalistas profissionais. Cumpridores religiosamente de horários e alinhados com uma única causa: a defesa intransigente de um governo generoso que oxigena os movimentos sindicais e estudantis.
Agora mesmo, a UNE acabou de receber, três milhões de reais do Ministério da Cultura, para fazer o serviço de sempre: impedir que o presidente e outras autoridades do governo sejam vaiados, quando das solenidades.
Quem ouviu em algum momento deste governo do PT, alguma entidade estudantil se manifestar contra os mensaleiros, os sanguessugas, os forjadores do dossiêgate, os carregadores de dólares na cueca e outros escândalos de igual natureza; capazes de provocar uma comoção tão grande neste país, isto é, se os nossos estudantes caras pintadas resolvessem sair às ruas. O que nunca aconteceu e nem acontecerá no governo atual.
Estudantes e sindicalistas no Brasil de hoje, são verdadeiros burocratas e agem em prefeita consonância com as autoridades governamentais: federais, estaduais e municipais.
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