quarta-feira, 27 de maio de 2009

Fortuna: o traço transgressor



Estou convencido de que a charge num jornal tem o mesmo peso que um editorial; ela não pode cair na vala comum da ilustração. Quem desenha na página nobre trabalha fundamentalmente com opinião, de uma maneira muito particular: a charge é mais direta que o texto. Nela, as acrobacias de estilo, em que tudo que é dito numa frase comporia um 'mas, porém, contudo, todavia' no parágrafo não tem lugar."

Estas palavras de Fortuna, falecido no último dia 5 de setembro em São Paulo, vítima de um fulminante ataque cardíaco, resumem o fundamental de sua atividade como chargista, artista gráfico, cronista e editor ao longo de 45 anos de atividade na imprensa. Em seus 63 anos de vida, o maranhense Reginaldo Fortuna nunca deixou de ser turrão e de tentar impor seus pontos de vista em tudo o que fazia. A face mais visível dessa personalidade única era o seu traço inconfundível, feito de linhas aparentemente aleatórias que escondiam por trás os desígnios de um perfeccionista.

Reginaldo José de Azevedo Fortuna - nasceu em São Luís (MA) no dia 21 de agosto de 1931. Considerado um dos maiores cartunistas do Brasil, ainda criança conheceu o semanário A Manhã, sendo uma de suas publicações favoritas. Foi um dos fundaodres do jornal O Pasquim.

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