A região Nordeste sempre teve uma postura em relação às regiões Sul e Sudeste, de total e completa dependência e subserviência, como se os nordestinos para existirem tenham que agir sempre com extrema humildade e servidão - perante essas duas regiões.
Mormente a região Nordeste, ter na política nacional alguns caciques (José Sarney, Renan Calheiros, Geddel Vieira)), mas todos indistintamente - são fiéis servidores dos políticos que realmente mandam no país, invariavelmente sulistas; daqueles que controlam os maiores partidos, dos quais os nossos governantes estão sempre dependendo. Isso acontece desde que o Brasil é Brasil.
Querem um exemplo da falta de peso político do Nordeste? Ei-lo: o tratamento desrespeitoso do presidente Lula e dos seus ministros, Geddel Vieira Lima (integração), Márcio Fortes (cidades), quando das suas visitas aos estados do Piauí e Maranhão, quando o presidente impôs como condição para que fossem liberado recursos "emergenciais" para as vítimas das enchentes, a apresentação antes, de projetos. O que não aconteceu no Estado de Santa Catarina, quando da tragédia que se abateu sobre esse estado sulista.
Os três poderes da república são formados na sua expressiva maioria, por homens e mulheres oriundos das regiões Sul e Sudeste. O que por si só, já reflete essa supremacia. O número de ministros de estado, dos tribunais superiores, de origem sulista, vamos dizer assim, porque resolvi dividir o Brasil só em duas regiões Norte (nordeste e norte) e Sul (sudeste, sul e centro- oeste) é infinitamente superior aos de origem nortista.
A propósito, vejam o que diz José Sarney, no blog do ClaudioHumberto, de hoje: "O maranhense José Sarney, presidente do Senado, conhece bem as desigualdades históricas da região, por isso, para ele, o Nordeste “é o único lugar do Brasil onde o germe da ‘secessão’ (separação) está inoculado”. Ele não sabe se esse “germe” vai se desenvolver agora, “mas daqui a cinquenta anos...” Sua advertência, ontem, quase passou despercebida, durante a visita do ministro sealopra Mangabeira Unger".
Essa discussão a respeito da independência do Nordeste, vez por outra surge na região, daí essa preocupação do senador José Sarney. Uma preocupação que não é bem com o Nordeste, evidentemente, mas com a unidade nacional. Unidade essa que para nós nordestinos, não ter servido para absolutamente nada. A região Nordeste, com os sulistas no comando da pátria, vai continuar sendo sempre o "patinho feio da nação".
Nas Forças Armadas, o número de oficiais superiores é de 20 prá 1. Isso sem falarmos dos veículos de comunicação que através de redes (todas sediadas na região sul), impõem ao Nordeste, um tipo de dominação cultural.
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