quinta-feira, 28 de maio de 2009

O PMDB se fortaleceu muito e representa um perigo

O presidente Lula, tenta a todo custo, enfraquecer a CPI da Petrobrás, acionando a sua tropa de choque, liderada pelo peemedebista Renan Calheiros. Mas isso tem um custo, uma vez que o PMDB, toda vez que o governo petista se encontra em apuros, para salvá-lo, faz muitas exigências, que ao serem atendidas, fortalece ainda mais um partido já extremamente forte.

Por que consciente desse fortalecimento, que preocupa parte do PT - é que o senador Aloísio Mercadante (PT-SP), vive em contendas com Renan Calheiros, por considerá-lo, não um aliado confiável, mas um negociante, cujas ambições não têm limites.

O governo do Partido dos Trabalhadores tornou-se refém do PMDB, desde o momento em que aceitou ser tutelado por políticos como José Sarney, Michel Temer e Renan Calheiros. Esse triunvirato é quem de fato manda na república. Alguém duvida?

O retorno a cena política nacional do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que Lula ajudou a resgatar, ainda poderá render muito dissabores ao PT, que cada vez mais fragilizado, depende do apoio de políticos que no passado foram suas vítimas. Diz o ditado popular: "a vingança é um prato que se come frio e pelas beiradas". Sagazmente, Fernando Collor de Mello vem se submetendo as lideranças de Renan e José; o que para o seu projeto de longo prazo é muito importante.

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Enquanto isso, a oposição mesmo em minoria, se organiza para bloquear a tramitação dos projetos de maior interesse do governo. O Fundo Soberano é um deles. Se o governo endurece por um lado, a oposição endurece por outro. Contabilizados os prejuízos, a oposição sai ganhando.

O senador Mão Santa não tenciona deixar o PMDB, mas se fortalecer dentro do seu próprio partido, de olho em 2010 e os seus companheiros de partido fazem o seu jogo.

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