O mais recente índice de inflação divulgado pela China é o maior dos últimos 18 meses. Essa inflação revela que o mercado interno chinês está muito aquecido, o que fatalmente vai levar as autoridades econômicas desse país asiático a adotarem medidas para desacelerar a sua economia.
Essa leitura mais negativa contaminou os mercados de commodities, que também foram pressionados pela divulgação de um índice mostrando que a inflação na China bateu no maior patamar. Qualquer decisão do governo chinês reduzir as suas compras de commodities vai afetar diretamente o Brasil. O setor siderúrgico, por exemplo, será um dos mais afetados.
Nem bem a Europa iniciou uma operação para salvar a Grécia, que com a sua crise poderá afetar a Espanha, Portugal, Irlanda é até mesmo a Itália, eis que surge mais um problema, numa economia muito para ajudar a solucionar a crise na zona do euro.
O Brasil um país que vive basicamente da exportação de commodities, como ferro, soja, deve colocar a sua barba de molho e procurar fazer alguns ajustes na sua economia, que deve passar pela convocação dos governadores para que eles adotem uma economia de guerra. E os governadores por sua vez, devem convocar os prefeitos, para todos funcionem em sintonia, de modo a se prevenir contra uma crise financeira pior do que a que começou em 2007. O presidente Lula já anunciou que o funcionalismo público federal não terá aumento em 2010. Isso não deixa de ser uma medida dura, mas necessária. Agora o Brasil não pode se dar ao luxo de ficar emprestando dinheiro para o FMI.
Nem bem o mundo se refez da crise financeira que começou nos EUA, ai vem à crise da zona do euro e logo em seguida a ameaça de uma inflação na China que vai obrigar um desaquecimento da sua economia.
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