segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Bolsa família não emancipa os pobres

No município de Belágua no estado do Maranhão, o povo é tão pobre que Lula é tratado pelos pobres e miseráveis daquele lugar como paizinho Lula. Esses grotões é que deve preocupar muito os marqueteiros de José Serra

No site do Bolsa Família, uma das justificativas para a criação e manutenção desse programa, são a promoção e emancipação da pessoa humana, através de serviços básicos como saúde, educação, alimentação e serviço social. Até ai tudo bem. Mas ocorre que a renda do programa Bolsa Família não dá para cobrir todos esses serviços que o governo federal afirma que a renda desse programa oferece.

Uma renda variável, cujo cálculos são muito complicados, o que para um leigo no assunto é muito difícil entender quanto uma família poderá receber. Tem família que só recebe R$ 22,00, mesmo o casal tendo três filhos. Enquanto que existem outras famílias que recebem até R$ 142,00. Um valor ainda insuficiente, para que uma família possa ter acesso a educação, saúde, alimentação e serviço social.

Esses valores embora insignificantes, acabam criando uma dependência das famílias com relação ao governo federal. São valores irrisórios, mas para quem nunca teve nada, representa um valor bastante significativo. O que leva muitos trabalhadores rurais a ficarem dependentes dessa pequena ajuda.

Nos governos passados, quando a seca na região Nordeste era impiedosa ou quando acontecia alguma calamidade, criava-se frente de trabalho, que por um determinado tempo assistia as pessoas atingidas pelos rigores de uma seca inclemente. Com cada pessoa alistada nesse programa, recebendo um salário para trabalhar por algumas horas do dia para o governo federal e o restante do dia, ela poderia usar para se dedicar a uma outra atividade. Cessado o tempo da seca, essa ajuda deixava de existir e o homem do sertão passava a viver através dos seus próprios meios.

O Bolsa Família assim como o Bolsa Escola, um programa criado no governo de Fernando Henrique Cardoso, é necessário como uma medida emergencial, mas não pode durar para sempre, para que não crie no homem pobre a eterna dependência. Agora os nossos governantes têm que envidar esforços para que a miséria e a pobreza extrema sejam erradicadas. Não podemos admitir que um país como o nosso possa conviver com regiões onde a fome e a miséria agride as nossas consciências. Mas repito: o governo não pode manter indefinidamente as pessoas como suas dependentes. A não ser que ele queira usá-las como massa de manobra, quando chegar às eleições e poder contar como os seus de gratidão. Isso atende pelo nome de clientelismo e assistencialismo.

E o presidente Lula, parece querer usar o programa Bolsa Família com esse propósito.

siga no Twitter o blog Dom Severino ( severino-neto.blogspot.com) @domseverino

Nenhum comentário: