Às vezes me pego pensando, no porque do nosso atraso. Tanto do atraso piauiense como do atraso brasileiro. E após pensar essa questão, chego logo à conclusão, de que o nosso atraso se deve fundamentalmente a inversão de prioridades praticadas por aqueles que os governam, ou seja, os nossos governantes deixam de priorizar o essencial, para trabalharem o acessório ou coisas que não contribuem efetivamente para o nosso desenvolvimento integral, ou seja, intelectual, econômico e social. Com o primeiro desenvolvimento vindo na frente.
Ultimamente eu venho observando o papel da fundação do Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAEPI), que deveria ser o órgão mais importante do estado, porque é de lá que deve sair os grandes projetos científicos e técnicos, que devem ser aproveitados, seja na atividade pública ou na atividade privada. Aqui cabe uma pergunta: quem de vocês que me lêem sabem que existe no estado do Piauí, uma instituição como essa que foi criada e existe para produzir conhecimento? Um número ínfimo de piauienses sabe da existência da FAEPI.
Os nossos governantes não estão sabendo usar o que essa fundação vem produzindo em termos de bens de natureza técnica e cientifica? Certamente não! Porque neste estado tudo ainda gira em torno da política, e tudo que se faz neste estado passa pelo critério político, que privilegia interesses de grupos, em vez de priorizar o conhecimento e o saber que beneficia a todos.
Quais dos candidatos a governador do estado do Piauí, você já ouviu falar do seu programa de governo e citou a FAEPI como estando incluída nesse seu programa? Eu nunca ouvi e duvido que alguém tenha ouvido. Não ouviu porque a FAEPI na visão dos candidatos a governador do Piauí, não vêem o investimento no saber cientifico, como algo essencial e prioritário para o desenvolvimento e o crescimento do Estado.
A politicagem que paira sobre todas as coisas, sobretudo, na região nordeste, não por acaso, a região mais atrasada do Brasil, impede que o estado do Piauí, apareça para o Brasil como um centro de produção de conhecimento científico, onde os seus governantes buscam os seus auxiliares para governarem este Estado. Mas não, o que se vê são pessoas sem nenhum preparo e conhecimento específico sendo gestor de áreas vitais para o desenvolvimento e o crescimento do estado Piauí.
Em temPo:
O estado do Piauí continua sendo um lugar onde as pessoas fazem muita concessão, os governantes convivem muito bem com os bajuladores e onde a meritocracia ainda não é vista com um elemento fundamental para se atingir o desenvolvimento. Assim o Piauí nunca deixará o último lugar dentre os estados mais pobres do país.
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Um comentário:
Belo texto Severino. Tenta comparar a FAPEPI com a FAPESP. É triste ver como o estado não é levado a sério.
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