sexta-feira, 16 de julho de 2010

Os candidatos não têm propostas específicas e originais

Quem pretende assistir a um debate político entre candidatos a prefeitos, governos de estado e a presidente da república, deve ir logo se preparando para assistir a um show de generalidades, onde todos os participantes do debate fogem das propostas especificas como parte de uma estratégia para evitar o comprometimento com o eleitor

Os políticos são orientados pelos seus marqueteiros a fugirem das questões e a falarem sobre temas, como por exemplo, propor baixar a taxação de impostos ao invés de prometer acabar com esse ou aquele imposto. Que quando não concretizado pelo candidato, significa que o político deixou de cumprir a palavra empenhada.

Ontem ao assistir a um debate promovido por uma emissora de televisão de Teresina, capital do estado do Piauí, isso que digo acima eu pôde comprovar mais uma vez, porque todos os candidatos falaram o tempo todo de trabalhar pela educação, saúde, segurança e geração de emprego e renda; sem dizer como e quando realizar. Nenhum deles disse que iria construir um hospital no município X e dotá-lo do melhor material humano e equipamento.

Os candidatos presentes a esse debate não apresentaram como proposta, nenhum tema original ou temas  menos corriqueiros, como por exemplo, propor a criação de um programa de planejamento familiar, que têm como finalidade contribuir para a saúde da mulher e da criança e que permite às mulheres e aos homens escolher quando quer ter um filho, o número de filhos que quer ter e o espaçamento entre o nascimento dos filhos, o tipo de educação, conforto, qualidade de vida, condições sociais, culturais e seus níveis, conforme seus princípios de necessidade. Isso para eles não é relevante.

Para um político da linha de pensamento desenvolvimentista, que se  baseia na meta de crescimento da produção industrial e da infra-estrutura, com participação ativa do estado, como base da economia e o conseqüente aumento do consumo, como o candidato João Vicente Claudino (PTB), até que se compreende ele não trabalhar a defesa do planejamento familiar, porque na visão do empresário, quanto mais gente melhor para consumir e fazer a roda da economia continuar sempre girando, melhor. Mas o que se espera de um político de ideologia socialista, é a defesa de uma família cujo número de integrantes, permita aos seus membros viver com dignidade.

Nesse debate, até as questões ambientais foram tratadas de maneira superficial, sem que a mediadora do debate pudesse fazer alguma coisa no sentido de direcionar o debate para outros assuntos, que não seja só educação e saúde. Nesse tipo de debate, o apresentador funciona como se estivesse engessado, cabendo a ele seguir só o que está escrito.

Nos dias de hoje, o governante que só pensa em desenvolvimento econômico, sem se preocupar  também em promover controle rígido de natalidade, comete um grande erro, porque nenhum desenvolvimento econômico será capaz de atender a demanda de uma superpopulação. Nos países como o Brasil, China e Índia, só o planejamento familiar é insuficiente para controlar a natalidade.  Está faltando aos nossos futuros dirigentes, ousadia e originalidade.

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