terça-feira, 13 de julho de 2010

Um fim que segue uma tendência, infelizmente!

O empresário baiano Nelson Tanure, um dos homens mais ricos do Brasil, que adquiriu o Jornal do Brasil com o sonho de vir a se tornar um novo Roberto Marinho, um Otávio Frias Oliveira ou um Mesquita acaba de anunciar para ainda esta semana, o fim da versão impressa de um dos jornais brasileiros mais antigos - ainda em circulação.

Com uma divida de R$ 100 milhões e vendo a circulação despencar, não restou outra alternativa ao empresário Nelson Tanure que não seja fechar as portas de um jornal que foi fundado em 1891, pelo também baiano Rodolfo Epifânio de Souza Dantas.

O fim do Jornal do Brasil é uma consequência do surgimento da Internet, que pela sua rapidez em transmitir a notícia, praticamente inviabilizou a existência do jornal impresso, sobretudo, daqueles que não fazem parte de um grande grupo de comunicação, como o Globo, que além de um Portal, tem uma rede de televisão e rede de rádios. Veículos de comunicação que dão sustentação um ao outro. Com um conglomerado de comunicação que dispõe de um poder de fogo tão grande, o poder de barganha do grupo aumenta e os  governos são obrigados a cederem à pressão. Na região Nordeste, por exemplo, poucos são os veículos de comunicação que sobrevive sem depender de governo, seja ele municipal federal ou estadual.

Essa decisão de Nelson Tanure de matar o Jornal do Brasil na sua versão impressa, porque ele vai continuar existindo na sua versão On Line, segue uma tendência mundial, com antigos periódicos tendo que fechar as suas portas por não ter como competir com os portais, que hoje já disponibilizam conteúdos que em nada ficam a dever aos jornais tradicionais. O jornal francês Le Monde, se não fosse à intervenção do governo da França, já teria falido.

A bem da verdade, nenhum jornal se mantém só com a venda de assinaturas, com a venda nas bancas e da venda de publicidade. Toda vez que você ligar o seu televisor e assistir uma emissora de televisão denunciando as mazelas do governo, qualquer governo, você pode ir logo atrás, que descobre que o governo atacado deixou de pagar a sua cota.

Corre a boca miúda que no estado do Piauí existe uma emissora de TV que passa por sérios problemas de caixa, podendo a qualquer momento sofrer uma intervenção.

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