Aécio Neves é o típico político vaselina. Ele segue uma tradição mineira. O político mineiro é do tipo que morde e sopra. O político mineiro, ora está em cima do muro, ora desce do muro.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG), é mineiro na sua essência e nos seus modos de agir. Age mineiramente, tentando agradar a gregos e troianos, o que não política está mais do que provado, não funciona. Por enquanto, a sua liderança está restrita ao seu estado. Em Minas Gerais a liderança de Aécio Neves é incontestável, mas, ele ainda não é um político com dimensão nacional.
Nas pesquisas para presidente, quando o PSDB ainda não tinha se definido por um nome, o ex-governador de Minas Gerais tinha um desempenho apenas sofrível, sem atingir a metade da preferência nacional do seu companheiro de partido José Serra, que acabou sendo escolhido o candidato tucano à presidência da república.
No segundo turno, quando Aécio Neves resolveu assumir na televisão a candidatura de José Serra, o resultado não foi o que os tucanos e simpatizantes de Serra esperavam. Em Minas Gerais a votação de José Serra foi muito aquém do esperado. Decepcionante, a bem dizer.
Aécio Neves tenta de todas as maneiras se tornar um nome nacional, mas assim como o seu avô Tancredo Neves, não vai conseguir. Tancredo que só foi eleito presidente da república através do voto indireto e tendo como adversário o paulista Paulo Maluf, que já naquele tempo, não era bem visto pelo povo brasileiro.
Pensando bem, o PSDB com os seus atuais lideres, não vai a lugar nenhum. Primeiro, pela postura claudicante de cada um deles. Segundo, porque nenhum deles consegue empolgar e convencer com os seus discursos a maioria do eleitor brasileiro. Jose Serra, a despeito da suas idiossincrasias, ainda é o melhor nome dentro da oposição, pela sua biografia. Talvez ele não seja o candidato que se identifique com o povo brasileiro, mas de todos, incluindo ai nesse todos, a própria situação - ele é indiscutivelmente o mais preparado para dirigir o Brasil, sobretudo nos momentos de crise.
O senador eleito Aécio Neves, procura se legitimar junto ao seu partido como a sua principal liderança, ao propor a refundação do seu partido. Uma proposta que não empolga as cabeças coroadas do PSDB, como o ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Nessa sua tentativa de assumir o papel de líder dos tucanos, Aécio Neves afirma que pretende fazer uma oposição, ora cordial, ora qualificada. Senhor Aécio Neves, na oposição não cabe adjetivos. Oposição é oposição e ponto. Esse seu comportamento dúbio, depõe contra si, uma vez que o povo brasileiro está a exigir uma oposição firme e sem ser contemporizadora.
Aécio Neves vai se encontrar com os governadores do PSB Renato Casagrande, do estado do Espírito Santo e Eduardo Campos, do estado de Pernambuco. Dos três, o único com perfil de presidenciável é o neto de Miguel Arraes. De repente, quem sabe, Aécio Nesves está pretendendo ser o vice de Eduardo Campos em 2014. A entrevista do governador pernambucano às páginas amarelas da revista Veja, foi afirmativa, corajosa, audaciosa e muito objetiva.
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