O município de Timon, no estado do Maranhão, sempre foi considerado o segundo município mais violento desse estado, só perdendo para o município de Imperatriz, um lugar onde se contrata pistoleiros, com se contrata um profissional de qualquer outra área, num escritório. No Maranhão, pasmem! Pistoleiro é uma profissão como outra qualquer.
Mas Timon não é só um município violento, é um município que convive com todos os problemas possíveis e imagináveis, como já dizia o candidato a deputado estadual Sétimo Waquim em 1990. Timon continua sendo uma vergonha estadual e nacional. Leia agora o que escreveu no seu panfleto de campanha em 1990, o hoje deputado federal (PMDB-PI), Sétimo Waquim, com o sugestivo nome de: Mensagem-Manifesto: "Tenho assistido minha cidade crescer, sem prosperar, aumentar, sem desenvolver-se; inchar como se fosse explodir; e tornar-se conhecida nacionalmente pela miséria que nela habita. E tornar-se famosa pelos crimes que nela se praticam, e que a fazem conhecida com uma "Cidade Sem Lei." (Sétimo Waquim).
Sétimo Waquim nessa sua Mensagem-Manifesto foi de uma sinceridade e de uma honestidade surpreendente. Convém, no entanto lembrar que naquele tempo, o ex-prefeito Napoleão Guimarães e José Sarney, seus maiores adversários de então, eram demônios travestidos de gente. Nos comícios Sétimo Waquim do alto das suas bravatas, prometia dar 7 lapadas no lombo de Napoleão e Sarney, os principais responsáveis, segundo ele, pelo atraso, a miséria, a violência e o aspecto de cidade fantasma que até hoje Timon exibe.
A política tem o dom de fazer com que antigos inimigos no passado, se transformem em correligionários no futuro. Nos dias de hoje, Sétimo Waquim, frequenta as cozinhas de Napoleão Guimarães e Sarney, muito mais como serviçal do que como amigo ou alguém que muito intimo da família. Até porque ele não tem mérito para ser respeitado e admirado, por José Sarney.
Já passado 45 anos, com o município de Timon sendo governado pelo segundo mandato consecutivo pela prefeita Socorro Waquim (esposa de Sétimo) e o autor do manifesto, indo para o seu segundo mandato de deputado federal, Timon continua um município com as mesmas características e os problemas apontados por Sétimo Waquim, o hoje cidadão piauiense, que deve ter recebido esse título por garantido a boquinha (o emprego de Magno Pires), que segundo fui informado, foi ele quem sugeriu ao deputado estadual João Madson (PMDB-PI), que apresentasse um projeto concedendo essa honraria a quem nunca fez nada pelo Piauí, exceto, os empregos a Magno Pires e a mais alguns amigos da família Waquim.
Sétimo Waquim, que obteve dois mandatos de deputado federal, com uma votação extraordinária, quando ele não era conhecido depois do Riacho do Pinto, um povoado que separa Timon de Caxias. Um verdadeiro mistério essa sua eleição. Mistério, uma ova, porque todo mundo sabe como os políticos se elegem nos estados nordestinos.
Avacalharam essa honraria que atende pelo nome de Título de Cidadão. Hoje qualquer sujeito recebe um título de cidadão, desse ou daquele estado ou município, só como uma forma de agradecimento por uma ajuda circunstancial.
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