segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um time formado por artistas que esporadicamente jogam futebol



Futebol é um assunto que deixou de me interessar, a partir do momento em que o espírito dos negócios passou a prevalecer sobre a arte. Hoje o jogador de futebol, só pensa em fazer fortuna e acumular riquezas.

O futebol do tempo de Almir Albuquerque ou Almir Pernambuquinho, como era mais conhecido esse jogador, que para ganhar uma partida de futebol, era capaz até de brigar com o time adversário inteiro e até mesmo com os seus próprios companheiros, quando ele percebia que algum deles estava fazendo corpo mole, não existe mais.

Cito esse jogador pernambucano, como exemplo de garra e espírito de luta de jogador de um futebol que às vezes até brigava para não perder um jogo. Duas brigas provocadas por Almir se transformaram em verdadeiras batalhas campal, a primeira no jogo entre as seleções do Brasil e do Uruguai em partida realizada em 1959. A segunda, a briga provocada por ele na final do Campeonato Carioca de 1966. Naquele ano, Almir atuava pelo Flamengo e, aos 26 minutos do segundo tempo, o Bangu vencia por 3 a 0 quando Almir partiu para cima dos adversários com o objetivo de impedir que a goleada fosse ainda maior e, principalmente, que os jogadores do Bangu dessem a volta olímpica ao final da partida.

Não faço aqui a apologia da violência, mas do espírito aguerrido, do amor a pátria e da vontade que deve mover todo homem que deseja ser bem sucedido em qualquer atividade. O que não se observa no jogador de hoje, que no seu clube joga bem, até que receba uma excelente proposta para ganhar mais num outro clube. 

Jogadores estrelas como Neymar, Ganso e o jogador argentino Messi, oriundo de um país, cujos jogadores têm a tradição de morrerem pela pátria, se possível for; esses não conseguem repetir na seleção dos seus respectivos países, o mesmo futebol que mostram nos jogando pelos seus clubes. O jogador Messi, na seleção do seu país, por exemplo, nem de longe se parece como o mesmo jogador do Barcelona.  

O corte de cabelo de Neymar virou moda em todo o país, com crianças, jovens e até adultos, copiando o corte de cabelo dessa estrela santista, que está sendo negociado por um caminhão de reais, com um clube espanhol.

Na seleção brasileira, Neymar, Messi e Ganso, não passaram de jogadores medíocres. Espírito de luta é o mínimo que o torcedor espera do seus jogadores. Daqueles que envergam a camisa da seleção do seu país. Por essas e outras é o que o Brasil não tem mais o melhor futebol do mundo. 

Com jogadores mercenários, nunca mais ganharemos uma copa do mundo.
 
siga no Twitter ao blog Dom Severino ( severino-neto.blogspot.com) @domseverino

Nenhum comentário: