Quando muito jovem e antes de conhecer a verdadeira natureza
da política, eu acreditava piamente que os militantes da esquerda, eram pessoas
extremamente sérias e comprometidas com um mundo melhor, com um mundo justo. Um
mundo onde o bem comum e o senso de justiça fossem princípios norteadores. Mas,
com a idade adulta, veio-me a compreensão e o conhecimento da verdadeira
natureza humana, o que me permitiu não mais me iludir com palavras de efeito e
discursos feitos para enganar jovens ingênuos que acreditam em ideologias e
partidos políticos; que pregam a construção de um mundo igual e justo para
todos, mas que tudo não passa de teoria. Essa é a fase da inocência: que só não
passa para os oportunistas e aproveitadores contumazes.
Já disse aqui neste espaço, que apesar de ser um
ex-petista, sem militância, não votei em Dilma Rousseff e jamais voltarei a
votar em petista, mas confesso que diante do fato consumado, ou seja, da vitória da pupila e criatura de Luís
Inácio Lula da Silva, resolvi lhe dar um voto de confiança, por ser uma
mulher. Mas já passado, mais de dois anos de governo da presidente Dilma
Rousseff, essa senhora ainda não disse a que veio e continua sendo dirigida por
Lula, que por pura vaidade, não faz nenhuma questão de negar que seja ele, quem
de fato governa o país.
Mas o que mais tem me deixado preocupado no
comportamento da presidente da república é a sua semelhança com políticos do
naipe de Paulo Maluf, Jader Barbalho, Fernando Collor de Mello, Edson Lobão, Alfredo
Nascimento, Sérgio Cabral, Gilberto Kassab, Renan Calheiros, Henrique Eduardo
Alves e o próprio Lula.
Vamos aos fatos: a presidente Dilma Rousseff, logo no
seu primeiro ano de governo foi obrigada a demitir quase uma dezena de
ministros, todos acusados de desvio de conduta. Demissões essas, que foram
vendidas ao distinto público, por parte da grande imprensa, como sendo uma
faxina moralizadora, feita para jogar na lata do lixo, pessoas envolvidas com
malfeitos. Mas, logo a imprensa descobriu que essa “faxina” promovida pelo
governo federal, foi para inglês ver, ou seja, jogada para debaixo do tapete e
com o firme propósito de enganar o povo.
Agora, essa faxina de faz de conta, ficou bastante
evidente, com o anunciado retorno do Partido Republicano (PR) ao governo da
presidente Dilma Rousseff. O PR que foi o pivô da maior crise já vivida pelo terceiro
governo do Partido dos Trabalhadores (PT).
Ninguém se espante, se o senador Alfredo Nascimento (PR-AM)
voltar a integrar o governo Dilma. É que para viabilizar o seu projeto de ganhar
de reeleição, a presidente é capaz de fazer qualquer negócio. A temporada de caça
a apoiadores já foi aberta.

Um comentário:
Sérgio Cabral é um ótimo governador e sempre foi muito influente. É obvio que ele sempre procura se dar bem com o presidente.
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