Reportagem em VEJA desta semana mostra o
envolvimento de militantes petistas - e até de um funcionário do Palácio do
Planalto - numa conspiração do governo cubano para desmoralizar a blogueira
durante sua visita ao Brasil
por Robson Bonin
A
blogueira Yoani Sánchez desembarca no Brasil nesta semana para divulgar o livro De Cuba, com Carinho, uma coletânea de seus textos sobre o triste
cotidiano do povo cubano sob a ditadura dos irmãos Fidel e Raúl Castro. O
trabalho rendeu à dissidente uma perseguição implacável. Ela foi sequestrada,
torturada e, durante anos, impedida de deixar o país. É rotulada de mercenária
pelos comunistas da ilha e acusada de trair os princípios revolucionários. O
que Yoani não sabe é que, apesar da distância que separa o Brasil de Cuba - 5
000 quilômetros -, ela não estará livre dos olhos e muito menos dos tentáculos
do regime autoritário. Para os sete dias em que permanecerá no Brasil, o
governo cubano escalou um grupo de agentes para vigiá-la e recrutou outro com a
missão de desqualificá-la a partir de um patético dossiê. Uma conspirata
oficial em território estrangeiro contra quem quer que seja é uma monumental
afronta à soberania de qualquer nação. Esse caso, porém, envolve uma
inquietante parceria. O plano para espionar e constranger Yoani Sánchez foi
elaborado pelo governo cubano, mas será executado com o conhecimento e o apoio
do PT, de militantes do partido e de pelo menos um funcionário da Presidência
da República.Fonte: Veja.com
“O ser “humano” que tem a ousadia de defender um regime
que há 60 encontra-se no poder, onde o cidadão comum não tem liberdade para se
expressar e sobrevive de migalhas, enquanto que à família Castro vive
nababescamente - é uma criatura imoral, desumana, impiedosa e cruel”. (Tomazia Arouche)

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