“A
polícia existe para proteger o cidadão e preservar a sua vida e os seus bens. O
policial é mantido pela sociedade, que deve ter em cada um dos nossos policiais
um guardião.” (Del. Bonfim Filho)
“A
autoridade que pratica a justiça adquire o respeito e a obediência espontânea.
O ataque ao direito cria rebeldia e a açula a desobediência.” (Gel. Mallet).
Infelizmente, a sociedade brasileira não confia no
seu aparato policial, leia-se, nas suas polícias. Por que isso acontece já que, em tese, a polícia existe para proteger o cidadão? Porque existe uma cultura, no
meio policial, que forma o caráter dos homens que integram as nossas
corporações militares de modo a serem temidos e não admirados. Uma cultura que valoriza
a dureza, a arrogância e um sentimento de onipotência, que faz de cada um dos
nossos policiais homens preparados para reprimir e não para dialogar e proteger
o cidadão brasileiro.
Nos morros da cidade do Rio de Janeiro, é muito
comum ouvir dos moradores que preferem os bandidos aos policiais. Isso explica muito sobre a maneira de como os nossos policiais
agem, sobretudo na periferia, onde as pessoas são mais vulneráveis e desprotegidas.
Se o povo brasileiro confiasse e gostasse do
policial, o nosso sistema de segurança seria mais eficiente, porque teria em
cada um dos cidadãos, um colaborador em potencial.
Uma polícia cidadã pode interagir com a sociedade
na forma de cooperação, parceria e troca de informação desde, é claro, que a
população sinta e perceba no policial um protetor, alguém que existe para velar
pela sua segurança individual e coletiva.
Certos serviços como frentista, taxista e donos
de borracharia, na opinião de um experiente policial civil do estado do Piauí,
podem funcionar como uma rede de informação que poderia ajudar muito o serviço
das nossa polícia, no momento em que identificarem um criminoso pelos dados repassados por policiais ou pessoas que presenciaram o fato.
Mudar a cultura do policial brasileiro é o
primeiro passo para mudar a relação entre a sociedade e as nossas polícias. É que
um policial com boa formação humanista, com uma boa educação - que lhe permita tratar
com respeito até mesmo o marginal - conquistará a admiração e o respeito de toda
sociedade.
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Em
TemPO:
O delegado Bonfim Filho, o autor da frase que abre este
texto, um policial de escol e profundo admirador do general Mallet, autor da
segunda frase que começa este texto costuma dizer que carrega consigo os sábios
ensinamentos desse grande militar brasileiro. Essa frase desse general deveria
constar de todos os frontispícios das academias de policias.
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