quinta-feira, 21 de maio de 2015

Equipar para emancipar



O governo deve assistir aos necessitados, sim, mas não de maneira permanente, de modo a que o beneficiado ou assistido se sinta um eterno incapaz para assumir a sua vida e que tenha que depender sempre do cobertor governamental.

O que os governos devem fazer para que a miséria extrema não sirva de justificativa para que as pessoas se sintam desencorajadas e desmotivadas para caminhar com as suas próprias pernas é investir na educação básica (ensino fundamental e médio), com ênfase na formação e qualificação profissional deixando o ensino de nível superior para quem se preparou para alcançá-lo.

Programas sociais como Bolsa Família, Prouni e Fiés, podem até existir, mas temporariamente, no caso especifico do Bolsa Família. Já os programas de acesso à universidade, esses devem ser usados com muito critério, como por exemplo, por quem já tenha uma formação profissional e que um desses programas sirva apenas como uma pequena ajuda.

No Brasil, todo mundo quer ser doutor queimando etapas, ou seja, sem ter se preparado para pagar um curso de nível superior. E o que acontece com quem deu um salto maior do que as pernas? Acaba com um diploma pendurado na parede como um troféu, mas sem nenhuma serventia, porque a simples graduação não assegura ao “doutor” uma vaga no mercado de trabalho, onde a experiência conta mais do que os títulos.

Investir na criação e melhorias dos institutos federais de ensino é muito mais importante para um país que tem uma carência crônica de mão de obra do que os financiamentos de cursos de nível superior, muitos deles sem razão para existir.

por Ambrósio Sebastião Medina
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