sexta-feira, 17 de julho de 2015

Tiro de Eduardo Cunha saiu pela culatra


O presidente da Câmara federal, deputado Eduardo Cunha, exagerou na dose e se deu mal. A soberba fez com que esse parlamentar fluminense se perdesse ao romper publicamente com o governo da presidenta Dilma Rousseff. Um governo cujo vice-presidente é o peemedebista Michel Temer. A idéia de Cunha é se aproveitar das críticas generalizadas ao governo e desviar a atenção da grave acusação que sofreu hoje a partir das investigações da Lava Jato.


A primeira reação contra esse gesto absurdo de Eduardo Cunha partiu de um dos políticos mais sérios e respeitados deste país, o deputado federal Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), que conclamou a bancada peemedebista na câmara a se insurgir contra quem ele classificou de ditador. O ditador Cunha, ao qual se referiu usando as palavras que seguem: “Estamos vivendo um momento de ditadura absoluta. Ele faz o que quer. É uma esculhambação dizer que houve reforma política aqui. A gente não pode deixar ir à televisão para contar mentira. Temos que enfrentá-lo”.

A manifestação pública desse peemedebista histórico foi a primeira feita por um político considerado equilibrado e sensato contra o presidente da Câmara Federal que vem usando o seu poder a favor de um projeto pessoal. E o deputado federal Jarbas disse mais: "Estamos trabalhando de forma precipitada e desordenada, atropelando discussões. O açodamento, a pressa e a desorganização passaram a marcar o dia a dia da Câmara. Não é correto trabalhar de forma medíocre e confusa, como foi feito neste semestre."

Com a repercussão negativa do gesto mal calculado de Eduardo Cunha, a imprensa nacional está sendo unânime em afirmar que o ‘tiro’ disparado pelo presidente da Câmara Federal saiu pela culatra, ou seja, produziu um resultado inverso do esperado por ele.

Eduardo Cunha está sendo carimbado nas mídias sociais como golpista e com justa razão.
  
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