quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Anatomia das crises brasileira


“Mendonça de Barros liga para Ricardo Sérgio pedindo uma carta de fiança do Banco do Brasil para o consórcio liderado pelo Banco Opportunity. Ricardo Sérgio diz que acabou de dar. E afirma estar no "limite da nossa irresponsabilidade". (Isso aconteceu no governo de Fernando Henrique Cardoso, o mesmo que segundo o jornal Folha de S. Paulo comprou votos para ser aprovada a lei do instituto da reeleição.


Para entender este momento de muita turbulência da vida nacional, é preciso dissecar o 'corpo político' para entender a natureza da causa principal das muitas crises que se sucedem simultaneamente no país; o que coloca em risco a normalidade democrática, o que ainda é muito valorizada e respeitada no mundo capitalista. Leia-se: EUA e a zona do euro.

A natureza das crises moral, política e econômica (nesta ordem) é a falta de caráter do político brasileiro, resguardada as exceções de praxe. Uma falta de pudor que se estende a toda sociedade brasileira que é guiada pela nossa elite política e quem faz as leis e comanda os nossos destinos.

O político desonesto corrompe os outros dois poderes e a corrupção acaba sendo uma cultura nacional, porque se verifica em todos os níveis da sociedade brasileira.   

O volume da corrupção e o montante de dinheiro movimentado por políticos, administradores públicos e os maiores empresários do ramo da construção - no escândalo que se convencionou chamar de Petrolão é apenas iceberg num mar de corrupção existente no Brasil e que vem se sucedendo de governo para governo. Isso desde o inicio da Nova República e sob o controle operacional do PMDB.    

Nós os brasileiros estamos assistindo a um fenômeno conhecido como mexicanização, que ocorre no país que deu nome a esse fenômeno, porque tudo, absolutamente tudo no México é feito com base na propina.



por Joachim Arouche
 
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