sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O homem tornou-se descartável e obsoleto




Dentro em pouco as estradas estarão cheias de mendigos e pedintes. Deus não tem esse direito de jogar tantos cristãos na desgraça”. (Émile Zola – escritor francês, autor do livro Germinal)

As máquinas, as novas tecnologias e a usura do sistema capitalista pelo lucro cada vez maior, estão transformando o homem em algo obsoleto, inservível e sem lugar no mundo. Tudo pela produtividade que significa mais produção, com mais qualidade, em menor espaço de tempo e consequentemente mais lucro para o industrial.

A Internet, rede mundial de computadores, está destruindo o comércio local, ou seja, hoje você para efetuar uma compra de qualquer produto, basta ter um computador à mão. Esse tipo de venda não só acaba com o serviço de vendedor de loja, como faz cair a arrecadação dos estados e municípios não produtores. O Call Center acabou com os escritórios de locais de atendimento de empresas que prestam serviços públicos, como água, energia e esgoto. Isso significa menos trabalho humano.

Em decorrência do cada vez maior uso da automação, da computação e da robótica pelo setor fabril, fica evidenciado a nítida redução do trabalho humano na indústria, no comércio e nos serviços.

Essa redução do serviço humano não significa o fim do trabalho tradicional, mas, o aumento do emprego parcial, precário, terceirizado e subcontratado, vinculado ao serviço informal.

O Brasil vive um grande paradoxo, porque ao mesmo tempo que acompanha a redução do trabalho humano, convive com uma natalidade que beira a explosão demográfica. Se pelo menos a população viesse sendo reduzida drasticamente, seria possível vivermos num mundo menos conflituoso.

Sem emprego, sem moradia e sem formação profissional que permita ao homem conviver com o emprego de altas tecnologias, o homem pobre, sobretudo os jovens, passam a engrossar as fileiras do exército do crime organizado e a indústria do narcotráfico. Isso talvez explique o aumento da violência no Brasil e no mundo.   


O trabalhador se converteu em supervisor e vigia no processo de produção, segundo a abstração marxiana.

por Joachim Arouche  

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