segunda-feira, 25 de abril de 2016

Excesso de desenvoltura poderá prejudicar Temer


Temer e o presidente da FIESP, Paulo Skaf
O ex-senador Pedro Simon, um peemedebista histórico, em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo criticou o comportamento açodado do vice-presidente da república Michel Temer que está se movimentando sem nenhuma cautela no sentido de organizar o seu ministério para um eventual governo do PMDB, caso a presidenta Dilma Rousseff venha a sofrer um impeachment.

Na opinião de Pedro Simon, soa mal, a movimentação fora de hora de Michel Temer para formar o seu ministério, o que acirra ainda mais o clima de animosidade no Congresso Nacional - o que prejudicará no futuro qualquer proposta de entendimento para salvar o país. Como sugere Pedro Simon, Michel Temer deveria ser mais prudente e deixar o açodamento de lado.

Nessa sua entrevista, esse peemedebista autêntico pede a OAB e a CNBB que atuem como mediadores nesse conflito, porque sem entendimento este país não sairá tão cedo de uma crise política - que já evoluiu para outras crises, como a econômica, que está paralisando o país. Crises que podem resultar numa grave crise institucional. De todas, a mais grave.

A cada dia que passa Temer se precipita mais ainda, o que poderá fortalecer um sentimento difuso que toma corpo na sociedade brasileira, que é o da antecipação da eleição presidencial.

O placar do jornal Estadão aponta 48 votos já favoráveis à degola, bastantes para iniciar o processo, mas insuficientes para apear Dilma do poder, porque existem indecisos e silenciosos no total de 81 representantes da Federação, enquanto correm os prazos. Como haverá também os enganadores, aqueles que anunciam o contrário do que vão votar. No Senado são duas votações, sendo que para a primeira, tornam-se necessários 41 votos. Para a segunda, 54.
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