segunda-feira, 2 de maio de 2016

"O impeachment não será o fim da crise. Será o começo", ou dias piores virão


Quem alimenta a vã esperança de que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, resolverá todas as crises que o país atravessa - está redondamente enganado.

Como diz a frase do brasilianista norte-americano Albert Fishlow no título deste texto, um eventual impedimento da presidenta Dilma Rousseff agravará ainda mais as crises que andam tirando o sono do povo brasileiro.

Ouso afirmar que um eventual governo Temer, com menos de 90 dias perderá o apoio da maioria dos partidos que apoiam o impeachment da presidenta, por razões óbvias, como por exemplo, o fisiologismo e pragmatismo.

O primeiro partido a pular fora do governo Temer, pela carta de princípios que vai impor ao PMDB é o PSDB que não vai querer unir o seu destino ao dos peemedebistas. Agora, leia o que disse no dia de ontem (1/5), o ex-presidente FHC sobre o seu partido vir a participar de um eventual governo Temer:
“Para ingressar num governo que não é seu, o PSDB deve fazê-lo com base em compromissos claros, a serem assumidos pelo novo presidente: não interferir na Lava Jato, dar passos inequívocos na reforma político-administrativa, recriar as condições do crescimento da renda e do emprego e não apenas manter, mas melhorar, as políticas sociais”.

Vou repetir uma pergunta que já fiz aqui neste blog: o que faria o ex-presidente do Banco Central (BC), Henrique Meireles do que tentou fazer o ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy e vem tentando o atual ministro dessa pasta, Nelson Barbosa? Eu respondo: absolutamente nada, porque sem às reformas propostas por Levy e reafirmadas por Barbosa, não existe saída para as nossas crises. E como essas reformas são impopulares, o próximo governo ao tentar executá-las, perderá apoio popular.   

Será que o PSDB vai querer morrer abraçado com o PMDB? É pouco provável.
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