quarta-feira, 14 de setembro de 2016

"O brasileiro só não vira corrupto por falta de oportunidade"




“…Eu cometi crimes e, para o bem da Justiça do nosso país, para o bem da nossa sociedade, eu estou aqui para falar a verdade e dizer tudo o que eu sei.” (Léo Pinheiro é um ex-presidente da OAS). A OAS que foi fundada por um genro do ex-senador baiano Antônio Carlos Magalhães e que os baianos de maneira satírica a apelidaram de Obrigado Amigo Sogro (OAS).

O depoimento do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro ao juiz da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Sérgio Moro escancarou ao país, a realidade dos fatos no que concerne aos escândalos protagonizados por políticos, as grandes empreiteiras e ex-executivos de estatais.

Nesse seu depoimento, Léo Pinheiro colocou em maus lençóis, o ex-senador Vital do Rego e agora ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro do governo Dilma Rousseff, Ricardo Berzoini e o ex-senador Gim Argelo (PTB).

E na medida em que a Operação Lava Jato avança sobre supostos envolvidos no escândalo do Petrolão e das suas ramificações, o Brasil se dá conta da necrose e podridão do nosso sistema político.

Diante desse quadro de imoralidade e corrupção endêmica, o que o povo brasileiro poderá fazer para salvar este país da corrupção e dos corruptos? Lamento dizer que para o Brasil não existe uma saída no que tange a moralização do país, haja vista, a imoralidade fazer parte da natureza do nosso povo. Trocar um político brasileiro por outro é o mesmo que trocar seis por meia dúzia. “Nós somos todos iguais e o brasileiro só não é corrupto por falta de oportunidade. Logo que a oportunidade aparece ele se deixa corromper".  (Tomazia Arouche). É óbvio que existem as exceções, mas são poucas, infelizmente.

O brasileiro, quando não é canalha na véspera, é canalha no dia seguinte”. (Nelson Rodrigues)
Postar um comentário