quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Delação do Fim do Mundo poupará poucos políticos



“Pela extensão da colaboração haverá turbulência grande. Espero que o Brasil sobreviva”. (Frase do juiz federal Sérgio Moro, diante da dimensão das denúncias dos colaboradores)

A delação da Odebrecht é feita de superlativos e números estratosféricos. E é o tamanho e abrangência dessa colaboração premiada, que já se convencionou chamar de a Delação do Fim do Mundo que preocupa um país que passa por uma zona de turbulência e de desastre social.

Do núcleo político do Petrolão, participam todos os grandes partidos brasileiros e as maiores lideranças do PMDB, PP, PT e PSDB. Políticos que vão ser delatadas pelos donos da Odebrecht e 72 executivos desse grupo empresarial. Quem vai ficar de pé?

A empresa campeã nacional Odebrecht, segundo a Operação Lava-Jato, em mais de três décadas corrompeu o universo político brasileiro e com base nesse negócio espetacular, conseguiu um patrimônio de 125 bilhões de reais.

Não há nenhum exagero na afirmação de que uma turbulência muito grande ameaça a estabilidade política do país, uma vez que essa delação passará como um tufão sobre os partidos, os poderes Legislativo, Executivo e o governo do presidente Temer.

A situação do Brasil é de tamanha gravidade, que não convém matar o grupo Odebrecht que emprega 200 mil funcionários e é uma multinacional brasileira. Uma solução deve haver. Uma solução dentro da legalidade.

Insisto na tese de que só um Pacto Social que reúna em torno de uma grande mesa, políticos, as confederações da indústria, comércio, as centrais sindicais, CNBB a OAB, ABI, UNE, MST, os três poderes da república e as Forças Armadas.     
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