quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A máquina está eliminando o trabalho humano



“A máquina está eliminando o trabalho humano e isso não vai acabar bem. Pensem nisso!”. (Tomazia Arouche)

O emprego formal está desaparecendo e em seu lugar está sendo colocado o emprego informal, parcial, temporário, terceirizado e precário. O que ainda resta de emprego formal é de uma rotatividade impressionante, o que praticamente elimina qualquer chance ou possibilidade do trabalhador vir a se aposentar aos 85 anos. Aos 85 anos todos nós estaremos inválidos e imprestáveis para qualquer tipo de atividade laboral.

Na terceirização do trabalho estão embutidas todas as características do novo trabalhado assalariado. As transformações, presentes ou em curso em maior ou menor escala, dependendo de inúmeras condições econômicas, sociais, culturais, políticas e étnicas nos diversos países onde são vivenciadas, penetram fundo no operariado industrial tradicional, acarretando metamorfoses no trabalho.

A crise do trabalho atinge também fortemente o universo da consciência, da subjetividade dos trabalhadores, das suas formas de representação e associação das quais os sindicatos são expressão. Com o fim do trabalho manual e a consequente ocupação das fábricas e de qualquer atividade humana pelo computador e robô, o trabalhador empregado não se sindicaliza, para não ser mandado embora do emprego, caso reivindique seus direitos trabalhistas assegurados em leis. Nesse caso a lei é como se fosse uma letra morta, porque para o trabalhador é preferível o emprego do que a garantia de qualquer direito.      

Se o homem perde espaço para a máquina que não contribui para o INSS, a previdência, seja ela pública ou privada, não interessa ao trabalhador, porque o trabalhador vai morrer sem completar o tempo de serviço necessário para sua aposentadoria.

Sem que os governos e o setor privado façam um acordo para o emprego da tecnologia no ambiente de trabalho, todos irão sofrer às consequências com o fim do trabalho humano. Como a máquina não consome alimentos, roupas, água e energia elétrica, não estará longe o dia em que a economia vai sofrer um tranco.      
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