domingo, 15 de janeiro de 2017

Matança ou carnificina?



No Brasil, a vida humana não vale nada. A carnificina que está acontecendo nos presídios brasileiros e que o povo brasileiro acompanha diariamente em tempo real pela TV e sites de notícias, é o reflexo de um país que fracassou em todos os sentidos.   

A mortandade que vem se verificando nas prisões brasileiras nos últimos dias, tem como causa principal, o tratamento desumano que o preso recebe do estado brasileiro.

Vivendo num ambiente que mais se parece com um depósito de gente, o que podemos esperar de seres humanos que convivem num ambiente hostil, desumano e desumanizado? Uma reação na mesma proporção ou pior, porque além da superlotação dos presídios, o recluso na cadeia ainda convive com a brutalidade do sistema carcerário que, via de regra, existe não para proteger o encarcerado, mas para coagi-lo, reprimi-lo e tratá-lo com escória.  

A ideologia que move o nosso aparato de segurança é repressiva, a começar pelo contato diário que se verifica entre o povo desarmado e a população armada, nas ruas, leia-se, as nossas policias. No Brasil por exemplo, a polícia primeiro prende, para depois investigar. O que deveria ser o contrário.

A prisão que em tese, existe para punir o infrator, mas também, para recuperar o delinquente que depois de ressocializado deveria ser reintegrado a sociedade brasileira, não cumpre o seu papel constitucional, porque ao invés de reeducar o cidadão privado momentaneamente da sua cidadania, as nossas prisões funcionam como verdadeiras escolas do crime, porque o preso não é tratado com respeito e humanidade.

Ouso afirmar que o problema prisional brasileiro passa necessariamente por uma reformulação do nosso sistema carcerário - que deverá passar por um choque de gestão e que mude a cultura existente de desumanidade para humanizada.    

Os baixos salários pagos aos nossos policiais civis, militares e agentes penitenciários são aviltantes e isso contribui sobremaneira para que dentro dos presídios a corrupção se generalize. Isso não é regra geral, mas que existe, existe!  
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